terça-feira, 25 de novembro de 2014

A valorização do sujeito através da pesquisa do entorno da escola


Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira[1]


Resumo

Este artigo tem por finalidade relatar as experiências obtidas na pesquisa do entorno realizada em uma Escola da rede pública de ensino, objetivando colocar-nos frente a frente com a realidade e o dia a dia dessa instituição de ensino, sendo essa uma das propostas do curso de Pedagogia da UFPEL, promovendo a plena formação docente, focado para uma educação transformadora e coerente com os nossos dias. Aqui estará descrito o que foi realizado para criar vínculos com a Escola, sua comunidade e família parceira.

Palavras-chave: entorno, pesquisa, escola, comunidade, realidade.

Introdução:
A abordagem de pesquisa em educação está sendo proposta pelo curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Pelotas e sua formação está sendo centrada na investigação e pesquisa da escola e seu entorno e com esse trabalho, é que nós acadêmicos, teremos subsídios para chegarmos mais próximos da realidade de cada um.
A escola pesquisada está localizada num bairro as margens do rio Santa Maria, na periferia da cidade de Rosário do Sul, onde a maioria de sua população é formada por pessoas muito simples. Sua estrutura física está distribuída em quadra de esportes, seis salas de aulas, biblioteca, cozinha, banheiros femininos e masculinos, secretaria, sala dos professores, sala da direção.
A metodologia utilizada na realização dessa pesquisa foi a de aproximação e consolidação das parcerias com as escolas e as famílias e a observação da realidade que me deu as primeiras impressões através dos diálogos com os sujeitos envolvidos.
Essa pesquisa tem por objetivo a investigação da escola e seu entorno para criar vínculos com a comunidade e com as pessoas que se integram diretamente com ela, oportunizando a percepção de fatos essenciais de seus redores e entorno social.

Desenvolvimento:

Vimos em nossos estudos que as relações onde os indivíduos se relacionam entre si e com a natureza constituem a realidade humana, que é o eixo principal das ações e dos pensamentos dos indivíduos, que por sua vez, possuem expectativas de vida, onde sua realidade muitas vezes o impede de realizar as melhorias e as mudanças necessárias para o seu crescimento intelectual. Também ficou claro que, em toda a ação é fundamental a mão humana em que o homem é o transformador do seu meio e deve ser valorizado.
Então como pesquisadores, devemos fazer um levantamento sobre as atividades cotidianas das famílias que iremos pesquisar, onde o ato coletivo de trocas pode qualificar esse processo, sempre respeitando as peculiaridades trazidas pelos sujeitos, sem invadir o seu espaço. 

                                                                                             
Sendo assim, o primeiro passo realizado nesse movimento de pesquisa foi à formação da parceria com a Escola. Confesso que estava com certo receio de como seria a reação da equipe diretiva em relação a esse fazer, pois eles não me conheciam, e nem eu a eles. Mas, para minha surpresa, fui muito bem recebida pela diretora e direção da escola, que aceitaram a proposta do curso e da pesquisa, tornando-se tranqüila a formação da parceria com essa escola.
O próximo passo foi escolher a família que realizaria a pesquisa e após realizar várias observações, conversei na escola mesmo com a mãe de uma aluna do Projeto Brasil Alfabetizado, fazendo as primeiras explicações sobre o que seria e qual a intenção e a finalidade dessa pesquisa, onde a mesma aceitou que as visitasse.
Na primeira visita à família, através das conversas realizadas com essa mãe, percebi que a família tem muito zelo e cuidado com a aluna por ela ser portadora da Síndrome de Down, mas isso não a impede de realizar várias atividades como estudar e freqüentar a APAE por exemplo.
Nesse fazer realizei algumas visitas à casa da família, conversei muito com a mãe que se mostrou sempre disposta a colaborar com a pesquisa, informando dados sobre a aluna, já que a mesma possui dificuldades na fala, produzindo apenas sons. Descobri que a família é formada por pai, mãe, filhos naturais e filhos adotivos, que a única filha biológica do casal é essa, pois as outras duas irmãs são filhas somente do pai e o seu irmão é adotado. A aluna demonstrou preferência por uma das irmãs que não mora nesta cidade, mas que está pensando em voltar e isso a está deixando muito feliz. Essa menina é bem quieta e tímida, posso dizer que observei que isso ela herdou do pai, pois em uma única conversa que tivemos se mostrou tímido.
Quanto às pesquisas e observações que fiz em sala de aula, a menina é muito dedicada e realiza todas as atividades propostas pela professora com muito entusiasmo e capricho. Gosta de realizar recortes, colagens e pinturas e larga tudo o que está fazendo para acompanhar a leitura oral realizada pela turma e professora, se esforçando o máximo para reproduzir alguns sons. Conforme sua mãe, a menina é acompanhada por uma fonoaudióloga e isso veio contribuir para uma melhora significativa no seu desempenho quanto a sua fala, o que havia notado, pois ela já tinha sido minha aluna e tem tido melhoras nesse processo.
Pude constatar que a família da menina é muito presente em todos os seus passos na escola, principalmente sua mãe que está sempre junto e preocupada em saber sobre as atividades realizadas em sala de aula pela aluna, que até decidiu ir para a escola e estudar também, sendo uma forma de estar sempre próxima da filha.
È muito importante conhecer o nosso aluno, suas vivências e sua história de vida, pois cada ser é único e traz consigo toda a formação sócio-histórico-afetiva com anseios e conhecimentos prévios diferentes.
Nesse sentido a pesquisa precisa ser compreendida como uma ferramenta e como um desafio para uma educação de qualidade. Cada indivíduo é parte da sociedade na qual está inserido, sociedade esta que está em constante transformação, necessitando de ajustes e novas práticas que podem ser construídas por meio da pesquisa. Por isso o professor precisa assumir uma postura de pesquisador para transformar a escola e a educação.
Para FREIRE
“[...] não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, por que indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço ou comunicar e anunciar a novidade”. (FREIRE,1997, p. 29).

Conforme o autor, essa pesquisa me mostrou um vasto horizonte de possibilidades relacionadas à educação. Percebi que o papel dos educadores é o de pesquisar sempre, de se colocar no lugar do outro para assim saber o que de fato é necessário e importante para a sua formação.
Partindo de esse importante fazer, foram realizadas discussões e debates entre o nosso grupo de estudos formado por acadêmicas desse curso, que através de relatos, cada um colocou como foi sua pesquisa inicial com a escola e a família parceira. Foram expostas as características de cada aluno e escola pesquisados, podendo constatar que cada família tem um jeito próprio de ser e isso é demonstrado no seu modo de falar, de se vestir e de se relacionar, onde se torna de fundamental importância compreender as suas próprias vidas, para construirmos um processo educativo a partir de uma escola que não seja invasiva, mas que dê importância ao diálogo com os sujeitos e a sua valorização.

Conclusão:
            Com esse trabalho de investigação do entorno, observei que a pesquisa da cultura de vida dos sujeitos é essencial, pois a valorização de suas bagagens, suas experiências podem enriquecer e refletir no trabalho em sala de aula de maneira significativa para o processo de ensino-aprendizagem através dos diferentes modos de pensar e agir de cada um, onde a importância dessa investigação-ação envolvendo a comunidade, a escola e o entorno  possibilita absorver o que os sujeitos possam colaborar com a educação, baseado na bagagem e história que cada um trás consigo do meio em que vive. Só assim será possível alcançar o que se espera nesse processo que é efetivar uma educação significativa, humanizada e de comprometimento com a sociedade para a construção e reconstrução da educação.
            Uma das grandes possibilidades está no diálogo, na investigação e no conhecer as dificuldades e a realidade dos sujeitos, para assim termos consciência de como agir para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficaz e efetivo para todos.
             É pensando nisso, que o nosso trabalho de pesquisador é fundamental para nortear uma educação de qualidade, onde os sujeitos e a comunidade sejam valorizados como fonte do saber.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7ª ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.

KIELING, José Fernando, A realidade como realidade humana. Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.

BRANDÃO, Cariso Rodrigues, Parceria no curso de pedagogia à distância: para além do discurso. . Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.







[1] Professora da rede pública de ensino, Aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela UFPEL – Pólo de Rosário do Sul.
A valorização do sujeito através da pesquisa do entorno da escola


Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira[1]


Resumo

Este artigo tem por finalidade relatar as experiências obtidas na pesquisa do entorno realizada em uma Escola da rede pública de ensino, objetivando colocar-nos frente a frente com a realidade e o dia a dia dessa instituição de ensino, sendo essa uma das propostas do curso de Pedagogia da UFPEL, promovendo a plena formação docente, focado para uma educação transformadora e coerente com os nossos dias. Aqui estará descrito o que foi realizado para criar vínculos com a Escola, sua comunidade e família parceira.

Palavras-chave: entorno, pesquisa, escola, comunidade, realidade.

Introdução:
A abordagem de pesquisa em educação está sendo proposta pelo curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Pelotas e sua formação está sendo centrada na investigação e pesquisa da escola e seu entorno e com esse trabalho, é que nós acadêmicos, teremos subsídios para chegarmos mais próximos da realidade de cada um.
A escola pesquisada está localizada num bairro as margens do rio Santa Maria, na periferia da cidade de Rosário do Sul, onde a maioria de sua população é formada por pessoas muito simples. Sua estrutura física está distribuída em quadra de esportes, seis salas de aulas, biblioteca, cozinha, banheiros femininos e masculinos, secretaria, sala dos professores, sala da direção.
A metodologia utilizada na realização dessa pesquisa foi a de aproximação e consolidação das parcerias com as escolas e as famílias e a observação da realidade que me deu as primeiras impressões através dos diálogos com os sujeitos envolvidos.
Essa pesquisa tem por objetivo a investigação da escola e seu entorno para criar vínculos com a comunidade e com as pessoas que se integram diretamente com ela, oportunizando a percepção de fatos essenciais de seus redores e entorno social.

Desenvolvimento:

Vimos em nossos estudos que as relações onde os indivíduos se relacionam entre si e com a natureza constituem a realidade humana, que é o eixo principal das ações e dos pensamentos dos indivíduos, que por sua vez, possuem expectativas de vida, onde sua realidade muitas vezes o impede de realizar as melhorias e as mudanças necessárias para o seu crescimento intelectual. Também ficou claro que, em toda a ação é fundamental a mão humana em que o homem é o transformador do seu meio e deve ser valorizado.
Então como pesquisadores, devemos fazer um levantamento sobre as atividades cotidianas das famílias que iremos pesquisar, onde o ato coletivo de trocas pode qualificar esse processo, sempre respeitando as peculiaridades trazidas pelos sujeitos, sem invadir o seu espaço. 

                                                                                             
Sendo assim, o primeiro passo realizado nesse movimento de pesquisa foi à formação da parceria com a Escola. Confesso que estava com certo receio de como seria a reação da equipe diretiva em relação a esse fazer, pois eles não me conheciam, e nem eu a eles. Mas, para minha surpresa, fui muito bem recebida pela diretora e direção da escola, que aceitaram a proposta do curso e da pesquisa, tornando-se tranqüila a formação da parceria com essa escola.
O próximo passo foi escolher a família que realizaria a pesquisa e após realizar várias observações, conversei na escola mesmo com a mãe de uma aluna do Projeto Brasil Alfabetizado, fazendo as primeiras explicações sobre o que seria e qual a intenção e a finalidade dessa pesquisa, onde a mesma aceitou que as visitasse.
Na primeira visita à família, através das conversas realizadas com essa mãe, percebi que a família tem muito zelo e cuidado com a aluna por ela ser portadora da Síndrome de Down, mas isso não a impede de realizar várias atividades como estudar e freqüentar a APAE por exemplo.
Nesse fazer realizei algumas visitas à casa da família, conversei muito com a mãe que se mostrou sempre disposta a colaborar com a pesquisa, informando dados sobre a aluna, já que a mesma possui dificuldades na fala, produzindo apenas sons. Descobri que a família é formada por pai, mãe, filhos naturais e filhos adotivos, que a única filha biológica do casal é essa, pois as outras duas irmãs são filhas somente do pai e o seu irmão é adotado. A aluna demonstrou preferência por uma das irmãs que não mora nesta cidade, mas que está pensando em voltar e isso a está deixando muito feliz. Essa menina é bem quieta e tímida, posso dizer que observei que isso ela herdou do pai, pois em uma única conversa que tivemos se mostrou tímido.
Quanto às pesquisas e observações que fiz em sala de aula, a menina é muito dedicada e realiza todas as atividades propostas pela professora com muito entusiasmo e capricho. Gosta de realizar recortes, colagens e pinturas e larga tudo o que está fazendo para acompanhar a leitura oral realizada pela turma e professora, se esforçando o máximo para reproduzir alguns sons. Conforme sua mãe, a menina é acompanhada por uma fonoaudióloga e isso veio contribuir para uma melhora significativa no seu desempenho quanto a sua fala, o que havia notado, pois ela já tinha sido minha aluna e tem tido melhoras nesse processo.
Pude constatar que a família da menina é muito presente em todos os seus passos na escola, principalmente sua mãe que está sempre junto e preocupada em saber sobre as atividades realizadas em sala de aula pela aluna, que até decidiu ir para a escola e estudar também, sendo uma forma de estar sempre próxima da filha.
È muito importante conhecer o nosso aluno, suas vivências e sua história de vida, pois cada ser é único e traz consigo toda a formação sócio-histórico-afetiva com anseios e conhecimentos prévios diferentes.
Nesse sentido a pesquisa precisa ser compreendida como uma ferramenta e como um desafio para uma educação de qualidade. Cada indivíduo é parte da sociedade na qual está inserido, sociedade esta que está em constante transformação, necessitando de ajustes e novas práticas que podem ser construídas por meio da pesquisa. Por isso o professor precisa assumir uma postura de pesquisador para transformar a escola e a educação.
Para FREIRE
“[...] não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, por que indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço ou comunicar e anunciar a novidade”. (FREIRE,1997, p. 29).

Conforme o autor, essa pesquisa me mostrou um vasto horizonte de possibilidades relacionadas à educação. Percebi que o papel dos educadores é o de pesquisar sempre, de se colocar no lugar do outro para assim saber o que de fato é necessário e importante para a sua formação.
Partindo de esse importante fazer, foram realizadas discussões e debates entre o nosso grupo de estudos formado por acadêmicas desse curso, que através de relatos, cada um colocou como foi sua pesquisa inicial com a escola e a família parceira. Foram expostas as características de cada aluno e escola pesquisados, podendo constatar que cada família tem um jeito próprio de ser e isso é demonstrado no seu modo de falar, de se vestir e de se relacionar, onde se torna de fundamental importância compreender as suas próprias vidas, para construirmos um processo educativo a partir de uma escola que não seja invasiva, mas que dê importância ao diálogo com os sujeitos e a sua valorização.

Conclusão:
            Com esse trabalho de investigação do entorno, observei que a pesquisa da cultura de vida dos sujeitos é essencial, pois a valorização de suas bagagens, suas experiências podem enriquecer e refletir no trabalho em sala de aula de maneira significativa para o processo de ensino-aprendizagem através dos diferentes modos de pensar e agir de cada um, onde a importância dessa investigação-ação envolvendo a comunidade, a escola e o entorno  possibilita absorver o que os sujeitos possam colaborar com a educação, baseado na bagagem e história que cada um trás consigo do meio em que vive. Só assim será possível alcançar o que se espera nesse processo que é efetivar uma educação significativa, humanizada e de comprometimento com a sociedade para a construção e reconstrução da educação.
            Uma das grandes possibilidades está no diálogo, na investigação e no conhecer as dificuldades e a realidade dos sujeitos, para assim termos consciência de como agir para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficaz e efetivo para todos.
             É pensando nisso, que o nosso trabalho de pesquisador é fundamental para nortear uma educação de qualidade, onde os sujeitos e a comunidade sejam valorizados como fonte do saber.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7ª ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.

KIELING, José Fernando, A realidade como realidade humana. Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.

BRANDÃO, Cariso Rodrigues, Parceria no curso de pedagogia à distância: para além do discurso. . Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.







[1] Professora da rede pública de ensino, Aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela UFPEL – Pólo de Rosário do Sul.
A valorização do sujeito através da pesquisa do entorno da escola


Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira[1]


Resumo

Este artigo tem por finalidade relatar as experiências obtidas na pesquisa do entorno realizada em uma Escola da rede pública de ensino, objetivando colocar-nos frente a frente com a realidade e o dia a dia dessa instituição de ensino, sendo essa uma das propostas do curso de Pedagogia da UFPEL, promovendo a plena formação docente, focado para uma educação transformadora e coerente com os nossos dias. Aqui estará descrito o que foi realizado para criar vínculos com a Escola, sua comunidade e família parceira.

Palavras-chave: entorno, pesquisa, escola, comunidade, realidade.

Introdução:
A abordagem de pesquisa em educação está sendo proposta pelo curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Pelotas e sua formação está sendo centrada na investigação e pesquisa da escola e seu entorno e com esse trabalho, é que nós acadêmicos, teremos subsídios para chegarmos mais próximos da realidade de cada um.
A escola pesquisada está localizada num bairro as margens do rio Santa Maria, na periferia da cidade de Rosário do Sul, onde a maioria de sua população é formada por pessoas muito simples. Sua estrutura física está distribuída em quadra de esportes, seis salas de aulas, biblioteca, cozinha, banheiros femininos e masculinos, secretaria, sala dos professores, sala da direção.
A metodologia utilizada na realização dessa pesquisa foi a de aproximação e consolidação das parcerias com as escolas e as famílias e a observação da realidade que me deu as primeiras impressões através dos diálogos com os sujeitos envolvidos.
Essa pesquisa tem por objetivo a investigação da escola e seu entorno para criar vínculos com a comunidade e com as pessoas que se integram diretamente com ela, oportunizando a percepção de fatos essenciais de seus redores e entorno social.

Desenvolvimento:

Vimos em nossos estudos que as relações onde os indivíduos se relacionam entre si e com a natureza constituem a realidade humana, que é o eixo principal das ações e dos pensamentos dos indivíduos, que por sua vez, possuem expectativas de vida, onde sua realidade muitas vezes o impede de realizar as melhorias e as mudanças necessárias para o seu crescimento intelectual. Também ficou claro que, em toda a ação é fundamental a mão humana em que o homem é o transformador do seu meio e deve ser valorizado.
Então como pesquisadores, devemos fazer um levantamento sobre as atividades cotidianas das famílias que iremos pesquisar, onde o ato coletivo de trocas pode qualificar esse processo, sempre respeitando as peculiaridades trazidas pelos sujeitos, sem invadir o seu espaço. 

                                                                                             
Sendo assim, o primeiro passo realizado nesse movimento de pesquisa foi à formação da parceria com a Escola. Confesso que estava com certo receio de como seria a reação da equipe diretiva em relação a esse fazer, pois eles não me conheciam, e nem eu a eles. Mas, para minha surpresa, fui muito bem recebida pela diretora e direção da escola, que aceitaram a proposta do curso e da pesquisa, tornando-se tranqüila a formação da parceria com essa escola.
O próximo passo foi escolher a família que realizaria a pesquisa e após realizar várias observações, conversei na escola mesmo com a mãe de uma aluna do Projeto Brasil Alfabetizado, fazendo as primeiras explicações sobre o que seria e qual a intenção e a finalidade dessa pesquisa, onde a mesma aceitou que as visitasse.
Na primeira visita à família, através das conversas realizadas com essa mãe, percebi que a família tem muito zelo e cuidado com a aluna por ela ser portadora da Síndrome de Down, mas isso não a impede de realizar várias atividades como estudar e freqüentar a APAE por exemplo.
Nesse fazer realizei algumas visitas à casa da família, conversei muito com a mãe que se mostrou sempre disposta a colaborar com a pesquisa, informando dados sobre a aluna, já que a mesma possui dificuldades na fala, produzindo apenas sons. Descobri que a família é formada por pai, mãe, filhos naturais e filhos adotivos, que a única filha biológica do casal é essa, pois as outras duas irmãs são filhas somente do pai e o seu irmão é adotado. A aluna demonstrou preferência por uma das irmãs que não mora nesta cidade, mas que está pensando em voltar e isso a está deixando muito feliz. Essa menina é bem quieta e tímida, posso dizer que observei que isso ela herdou do pai, pois em uma única conversa que tivemos se mostrou tímido.
Quanto às pesquisas e observações que fiz em sala de aula, a menina é muito dedicada e realiza todas as atividades propostas pela professora com muito entusiasmo e capricho. Gosta de realizar recortes, colagens e pinturas e larga tudo o que está fazendo para acompanhar a leitura oral realizada pela turma e professora, se esforçando o máximo para reproduzir alguns sons. Conforme sua mãe, a menina é acompanhada por uma fonoaudióloga e isso veio contribuir para uma melhora significativa no seu desempenho quanto a sua fala, o que havia notado, pois ela já tinha sido minha aluna e tem tido melhoras nesse processo.
Pude constatar que a família da menina é muito presente em todos os seus passos na escola, principalmente sua mãe que está sempre junto e preocupada em saber sobre as atividades realizadas em sala de aula pela aluna, que até decidiu ir para a escola e estudar também, sendo uma forma de estar sempre próxima da filha.
È muito importante conhecer o nosso aluno, suas vivências e sua história de vida, pois cada ser é único e traz consigo toda a formação sócio-histórico-afetiva com anseios e conhecimentos prévios diferentes.
Nesse sentido a pesquisa precisa ser compreendida como uma ferramenta e como um desafio para uma educação de qualidade. Cada indivíduo é parte da sociedade na qual está inserido, sociedade esta que está em constante transformação, necessitando de ajustes e novas práticas que podem ser construídas por meio da pesquisa. Por isso o professor precisa assumir uma postura de pesquisador para transformar a escola e a educação.
Para FREIRE
“[...] não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, por que indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço ou comunicar e anunciar a novidade”. (FREIRE,1997, p. 29).

Conforme o autor, essa pesquisa me mostrou um vasto horizonte de possibilidades relacionadas à educação. Percebi que o papel dos educadores é o de pesquisar sempre, de se colocar no lugar do outro para assim saber o que de fato é necessário e importante para a sua formação.
Partindo de esse importante fazer, foram realizadas discussões e debates entre o nosso grupo de estudos formado por acadêmicas desse curso, que através de relatos, cada um colocou como foi sua pesquisa inicial com a escola e a família parceira. Foram expostas as características de cada aluno e escola pesquisados, podendo constatar que cada família tem um jeito próprio de ser e isso é demonstrado no seu modo de falar, de se vestir e de se relacionar, onde se torna de fundamental importância compreender as suas próprias vidas, para construirmos um processo educativo a partir de uma escola que não seja invasiva, mas que dê importância ao diálogo com os sujeitos e a sua valorização.

Conclusão:
            Com esse trabalho de investigação do entorno, observei que a pesquisa da cultura de vida dos sujeitos é essencial, pois a valorização de suas bagagens, suas experiências podem enriquecer e refletir no trabalho em sala de aula de maneira significativa para o processo de ensino-aprendizagem através dos diferentes modos de pensar e agir de cada um, onde a importância dessa investigação-ação envolvendo a comunidade, a escola e o entorno  possibilita absorver o que os sujeitos possam colaborar com a educação, baseado na bagagem e história que cada um trás consigo do meio em que vive. Só assim será possível alcançar o que se espera nesse processo que é efetivar uma educação significativa, humanizada e de comprometimento com a sociedade para a construção e reconstrução da educação.
            Uma das grandes possibilidades está no diálogo, na investigação e no conhecer as dificuldades e a realidade dos sujeitos, para assim termos consciência de como agir para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficaz e efetivo para todos.
             É pensando nisso, que o nosso trabalho de pesquisador é fundamental para nortear uma educação de qualidade, onde os sujeitos e a comunidade sejam valorizados como fonte do saber.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7ª ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.

KIELING, José Fernando, A realidade como realidade humana. Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.

BRANDÃO, Cariso Rodrigues, Parceria no curso de pedagogia à distância: para além do discurso. . Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.







[1] Professora da rede pública de ensino, Aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela UFPEL – Pólo de Rosário do Sul.
A valorização do sujeito através da pesquisa do entorno da escola


Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira[1]


Resumo

Este artigo tem por finalidade relatar as experiências obtidas na pesquisa do entorno realizada em uma Escola da rede pública de ensino, objetivando colocar-nos frente a frente com a realidade e o dia a dia dessa instituição de ensino, sendo essa uma das propostas do curso de Pedagogia da UFPEL, promovendo a plena formação docente, focado para uma educação transformadora e coerente com os nossos dias. Aqui estará descrito o que foi realizado para criar vínculos com a Escola, sua comunidade e família parceira.

Palavras-chave: entorno, pesquisa, escola, comunidade, realidade.

Introdução:
A abordagem de pesquisa em educação está sendo proposta pelo curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Pelotas e sua formação está sendo centrada na investigação e pesquisa da escola e seu entorno e com esse trabalho, é que nós acadêmicos, teremos subsídios para chegarmos mais próximos da realidade de cada um.
A escola pesquisada está localizada num bairro as margens do rio Santa Maria, na periferia da cidade de Rosário do Sul, onde a maioria de sua população é formada por pessoas muito simples. Sua estrutura física está distribuída em quadra de esportes, seis salas de aulas, biblioteca, cozinha, banheiros femininos e masculinos, secretaria, sala dos professores, sala da direção.
A metodologia utilizada na realização dessa pesquisa foi a de aproximação e consolidação das parcerias com as escolas e as famílias e a observação da realidade que me deu as primeiras impressões através dos diálogos com os sujeitos envolvidos.
Essa pesquisa tem por objetivo a investigação da escola e seu entorno para criar vínculos com a comunidade e com as pessoas que se integram diretamente com ela, oportunizando a percepção de fatos essenciais de seus redores e entorno social.

Desenvolvimento:

Vimos em nossos estudos que as relações onde os indivíduos se relacionam entre si e com a natureza constituem a realidade humana, que é o eixo principal das ações e dos pensamentos dos indivíduos, que por sua vez, possuem expectativas de vida, onde sua realidade muitas vezes o impede de realizar as melhorias e as mudanças necessárias para o seu crescimento intelectual. Também ficou claro que, em toda a ação é fundamental a mão humana em que o homem é o transformador do seu meio e deve ser valorizado.
Então como pesquisadores, devemos fazer um levantamento sobre as atividades cotidianas das famílias que iremos pesquisar, onde o ato coletivo de trocas pode qualificar esse processo, sempre respeitando as peculiaridades trazidas pelos sujeitos, sem invadir o seu espaço. 

                                                                                             
Sendo assim, o primeiro passo realizado nesse movimento de pesquisa foi à formação da parceria com a Escola. Confesso que estava com certo receio de como seria a reação da equipe diretiva em relação a esse fazer, pois eles não me conheciam, e nem eu a eles. Mas, para minha surpresa, fui muito bem recebida pela diretora e direção da escola, que aceitaram a proposta do curso e da pesquisa, tornando-se tranqüila a formação da parceria com essa escola.
O próximo passo foi escolher a família que realizaria a pesquisa e após realizar várias observações, conversei na escola mesmo com a mãe de uma aluna do Projeto Brasil Alfabetizado, fazendo as primeiras explicações sobre o que seria e qual a intenção e a finalidade dessa pesquisa, onde a mesma aceitou que as visitasse.
Na primeira visita à família, através das conversas realizadas com essa mãe, percebi que a família tem muito zelo e cuidado com a aluna por ela ser portadora da Síndrome de Down, mas isso não a impede de realizar várias atividades como estudar e frequentar a APAE por exemplo.
Nesse fazer realizei algumas visitas à casa da família, conversei muito com a mãe que se mostrou sempre disposta a colaborar com a pesquisa, informando dados sobre a aluna, já que a mesma possui dificuldades na fala, produzindo apenas sons. Descobri que a família é formada por pai, mãe, filhos naturais e filhos adotivos, que a única filha biológica do casal é essa, pois as outras duas irmãs são filhas somente do pai e o seu irmão é adotado. A aluna demonstrou preferência por uma das irmãs que não mora nesta cidade, mas que está pensando em voltar e isso a está deixando muito feliz. Essa menina é bem quieta e tímida, posso dizer que observei que isso ela herdou do pai, pois em uma única conversa que tivemos se mostrou tímido.
Quanto às pesquisas e observações que fiz em sala de aula, a menina é muito dedicada e realiza todas as atividades propostas pela professora com muito entusiasmo e capricho. Gosta de realizar recortes, colagens e pinturas e larga tudo o que está fazendo para acompanhar a leitura oral realizada pela turma e professora, se esforçando o máximo para reproduzir alguns sons. Conforme sua mãe, a menina é acompanhada por uma fonoaudióloga e isso veio contribuir para uma melhora significativa no seu desempenho quanto a sua fala, o que havia notado, pois ela já tinha sido minha aluna e tem tido melhoras nesse processo.
Pude constatar que a família da menina é muito presente em todos os seus passos na escola, principalmente sua mãe que está sempre junto e preocupada em saber sobre as atividades realizadas em sala de aula pela aluna, que até decidiu ir para a escola e estudar também, sendo uma forma de estar sempre próxima da filha.
È muito importante conhecer o nosso aluno, suas vivências e sua história de vida, pois cada ser é único e traz consigo toda a formação sócio-histórico-afetiva com anseios e conhecimentos prévios diferentes.
Nesse sentido a pesquisa precisa ser compreendida como uma ferramenta e como um desafio para uma educação de qualidade. Cada indivíduo é parte da sociedade na qual está inserido, sociedade esta que está em constante transformação, necessitando de ajustes e novas práticas que podem ser construídas por meio da pesquisa. Por isso o professor precisa assumir uma postura de pesquisador para transformar a escola e a educação.
Para FREIRE
“[...] não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, por que indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço ou comunicar e anunciar a novidade”. (FREIRE,1997, p. 29).

Conforme o autor, essa pesquisa me mostrou um vasto horizonte de possibilidades relacionadas à educação. Percebi que o papel dos educadores é o de pesquisar sempre, de se colocar no lugar do outro para assim saber o que de fato é necessário e importante para a sua formação.
Partindo de esse importante fazer, foram realizadas discussões e debates entre o nosso grupo de estudos formado por acadêmicas desse curso, que através de relatos, cada um colocou como foi sua pesquisa inicial com a escola e a família parceira. Foram expostas as características de cada aluno e escola pesquisados, podendo constatar que cada família tem um jeito próprio de ser e isso é demonstrado no seu modo de falar, de se vestir e de se relacionar, onde se torna de fundamental importância compreender as suas próprias vidas, para construirmos um processo educativo a partir de uma escola que não seja invasiva, mas que dê importância ao diálogo com os sujeitos e a sua valorização.

Conclusão:
            Com esse trabalho de investigação do entorno, observei que a pesquisa da cultura de vida dos sujeitos é essencial, pois a valorização de suas bagagens, suas experiências podem enriquecer e refletir no trabalho em sala de aula de maneira significativa para o processo de ensino-aprendizagem através dos diferentes modos de pensar e agir de cada um, onde a importância dessa investigação-ação envolvendo a comunidade, a escola e o entorno  possibilita absorver o que os sujeitos possam colaborar com a educação, baseado na bagagem e história que cada um trás consigo do meio em que vive. Só assim será possível alcançar o que se espera nesse processo que é efetivar uma educação significativa, humanizada e de comprometimento com a sociedade para a construção e reconstrução da educação.
            Uma das grandes possibilidades está no diálogo, na investigação e no conhecer as dificuldades e a realidade dos sujeitos, para assim termos consciência de como agir para que o processo de ensino-aprendizagem seja eficaz e efetivo para todos.
             É pensando nisso, que o nosso trabalho de pesquisador é fundamental para nortear uma educação de qualidade, onde os sujeitos e a comunidade sejam valorizados como fonte do saber.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7ª ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.

KIELING, José Fernando, A realidade como realidade humana. Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.

BRANDÃO, Cariso Rodrigues, Parceria no curso de pedagogia à distância: para além do discurso. . Licenciatura em Pedagogia a Distância UFPEL. Pelotas: Editora e gráfica Universitária, 2010.







[1] Professora da rede pública de ensino, Aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela UFPEL – Pólo de Rosário do Sul.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ARTIGO:
PRÁTICA DOCENTE NO ENSINO FUNDAMENTAL – EJA


Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira[1]

Resumo

Este artigo tem por finalidade relatar as experiências obtidas no estágio realizado em uma turma de EJA do Ensino Fundamental realizado em uma Escola da rede pública de ensino, objetivando colocar-nos frente a frente com a realidade da sala de aula sendo uma das propostas do curso de Pedagogia da UFPEL, promovendo a plena formação docente, focado para uma educação transformadora e coerente com os nossos dias. Aqui estará descrito o que foi realizado para garantir a efetivação do processo de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: estágio, EJA, realidade, ensino-aprendizagem.

Introdução:

O presente artigo tem por finalidade descrever o que esse estágio me proporcionou presenciar na realidade de uma sala de aula, conhecendo as características e a forma de organização de uma turma de EJA do Ensino Fundamental. Nele estão relacionados os elementos específicos que fizeram parte dessa etapa de estágio, o processo de ensino que trará algumas reflexões sobre minha ação em sala de aula e meu planejamento, aprendizagem dos alunos que mostrará quais as necessidades da turma e as atividades que foram trabalhadas para desenvolver a aprendizagem nos alunos e o trabalho docente como foi realizado e trará uma reflexão dos conhecimentos prévios que o professor precisa ter sobre os conteúdos e seus alunos.

Desenvolvimento:

Cada aluno é dotado de capacidades e conhecimentos próprios e em uma turma isso deve ser levado em consideração se baseando em uma metodologia de trabalho onde o aluno é um ser ativo e o conhecimento é construído pelo sujeito na sua relação com os outros e com o mundo, os conteúdos apresentados pelo professor precisam ser pensados e refletidos pelos educandos. Se tratando de uma turma de EJA onde foi realizado esse estágio a heterogeneidade da turma teve que ser levada em consideração no momento de planejar e desenvolver as atividades planejadas em sala de aula. Coube ao meu olhar adequar cada planejamento, cada atividade as necessidades especificas dos alunos buscando atender as especificidades de cada um dentro da sala de aula.

Assim nos afirma Carvalho, Araújo (1998, p.44):
“... a escola precisa abandonar um modelo no qual se esperam alunos homogêneos, tratando como iguais os diferentes, e incorporar uma concepção que considere a diversidade tanto no âmbito do trabalho com os conteúdos escolares quanto nas relações interpessoais.”


Isso me fez refletir como um futuro professor e até mesmo nessa prática de estágio que a individualidade de cada aluno deve ser respeitada, uma vez que somos diferentes uns dos outros o que faz com que todos tenham capacidades e limitações para aprender.

As propostas levadas para a sala de aula se basearam na inclusão que reconheciam e respondiam as diversas dificuldades dos alunos que se apresentavam em uma mesma atividade, acomodando os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem possibilitando uma educação proporcional a todos em diferentes estratégias de ensino. Uma das ações que foi necessária para garantir a aprendizagem dos alunos foi que as atividades foram colocadas a todos, mas desenvolvida com cada um conforme seu ritmo e sua realidade sempre buscando valorizar suas próprias potencialidades de crescimento e aprendizagem contínua tendo em vista que a aprendizagem é um processo de construção e reconstrução de conhecimentos.

Partindo desse pressuposto meu planejamento teve que ser bem flexível, mas isso não quis dizer que não pude aplicar tudo o que tinha planejado a todos, pois de várias maneiras pude explorar todas as atividades nos diferentes níveis e processos de ensino aos quais os alunos se encontravam. Uma atividade que foi muito proveitosa para todos foi a construção de uma poesia alusiva ao dia dos namorados, considerando o grande grau de dificuldade que os alunos apresentavam para se expressar e escrever o que queriam, essa atividade superou todas as expectativas e eles mesmos se maravilharam com o que foi construído pela turma. Alguns apresentavam mais desenvoltura na escrita do que outros, por isso propus que a produção dessa poesia fosse coletivamente, onde uns puderam interagir com os outros, formando entre eles um elo para que as dificuldades de um fosse absorvida pelo outro e assim pudessem constituir uma troca onde todos se ajudassem nessa construção. Partindo dessa atividade pude perceber o grande grau de confiança que cada um passou a ter no seu pensar, na sua capacidade e possibilidade de criação, senti que a autoconfiança ficou mais evidenciada nos alunos. Essa poesia além de despertar todos esses aspectos citados, possibilitou um grande crescimento à turma no que se refere à produção textual e a leitura. Outra atividade que teve que ser desenvolvida de diferentes maneiras foi as que se referiam ao Sistema Monetário Brasileiro, ou seja, o nosso dinheiro, pois alguns alunos não estabeleciam a relação de quantidade aos valores e não tinham noções de quantidade. Esse tipo de atividade teve que ser trabalhada individualmente, aqueles que já associavam notas a valores e quantidades realizavam sem nenhum tipo de dificuldade, enquanto outros precisavam de exemplos e explicações mais práticas como amostras de dinheirinhos usando exemplos de sua realidade para melhor clareza e entendimento desse conteúdo, como o que posso comprar com uma nota de dez reais e aí o aluno ia citando várias coisas da sua realidade e vendo se isso poderia ser comprado com essa nota ou não. Outra dificuldade relatada por alguns alunos foi à troca e o esquecimento de letras na hora da escrita. Para solucionar esse entrave sugeri que eles realizassem bastante leitura e falei com a bibliotecária da escola para que eles pudessem pegar alguns livros para ler e os relatei o quanto o habito da leitura é importante e os ajudaria a escrever melhor. Alguns dos alunos em conversas na sala de aula disseram que já estão notando algumas diferenças na hora de grafar as palavras e que a leitura está ajudando muito. Acredito que essas escolhas feitas, planejadas ou não podem interferir muito na aprendizagem dos educandos, pois como foi colocado aqui nos exemplos de atividades realizadas nesse estágio muitas ações contribuíram na construção do seu conhecimento tendo em vista que estão indo ao encontro da satisfação de suas necessidades e expectativas.

De acordo com Gadotti é preciso saber e entender que:

“Todo ser humano é capaz de aprender e de ensinar, e, no processo de construção do conhecimento, todos os envolvidos aprendem e ensinam. O processo de ensino-aprendizagem é mais eficaz quando o educando participa, ele mesmo, da construção do ‘seu’ conhecimento e não apenas “aprendendo” o conhecimento. ”(Gadotti 1992, p.70)

Partindo dessa colocação o professor assume em sala de aula o papel de mediador, de facilitador do processo de aprendizagem, instigando seus alunos a refletir e a construir seu conhecimento e assim foi neste estágio onde a relação professor-aluno teve muitas trocas e o clima de afetividade contribuiu para que a aprendizagem ocorresse em uma interação contínua.

Em todas as situações sendo de aprendizagem ou não busquei sempre seguir o que dizia o Projeto Político Pedagógico da Escola e sua Matriz Curricular. Todos os conteúdos foram seguidos, de maneira que puderam sofrer algumas adaptações e transformações conforme a realidade e as vivencias de cada aluno sempre levando em consideração os conhecimentos prévios que os alunos tinham de determinados temas e conteúdos para assim nortear todo o trabalho em sala de aula. Para cada situação de aprendizagem ou dificuldade da mesma procurei ter sempre um olhar voltado para o diálogo onde a reflexão e a ação caminharam juntas e pude perceber com isso que o aluno principalmente o de EJA tem uma bagagem infinita e uma grande experiência de vida e por isso também é portador de saber. Ainda que precisasse atender a algum aluno em particular, a ação estava voltada para a atividade de todos os alunos em torno do mesmo objetivo e do conteúdo da aula. Faz-se assim cada vez mais evidente construir uma prática educativa que inove, pautada na construção e reflexão do conhecimento compartilhado, que possibilite agir, transformar e refletir na prática do ensino-aprendizagem é preciso pouco a pouco através dos desafios vivenciados no contexto olharem e perceber os obstáculos como possibilidades de construção do novo em sala de aula.

Minhas observações prévias realizadas antes do estágio me fizeram conhecer um pouco da turma, pois alguns alunos entraram após essa etapa de visitas e essa situação fez com que modificasse meu planejamento em alguns momentos partindo de que os alunos que entraram eram mais ágeis que os demais, precisando sempre de uma atividade extra. Para suprir essa necessidade, algumas atividades foram ampliadas. È sabido que os alunos aprendem melhor quando experimentam e descobrem novos significados antes despercebidos, por isso busquei estabelecer pontes entre a reflexão e a ação onde uma completava a outra. Quando busquei por alguns apoios dentro da escola parceira fui bem sucedida, nas atividades que exigiram algum tipo de complementação pude contar com ela como com a bibliotecária da escola que se mostrou incansável em ajudar os alunos a escolherem livros e a levarem para ler em casa, pois só o faziam nos momentos do Projeto de Leitura. Também pude contar com os recursos de vídeo e som da escola e isso facilitou em alguns momentos a aprendizagem dos alunos. Esse tipo de material veio para sala de aula como objetos de conhecimento e como ferramentas que apoiaram as criações dos alunos e permitiram aprimorar seu saber. Paulo Freire já havia levantado essa importante questão para a educação de jovens e adultos que é que se deve trabalhar com o que é significativo para o aluno e procurei trazer isso para minhas aulas.

Conclusão:

Esse estágio me proporcionou a oportunidade de vivenciar a prática com uma turma de jovens e adultos em sala de aula, permitindo assim fazer uma análise crítica e reflexiva sobre o papel do professor de educação no EJA. Durante esse estágio observou-se o quanto é importante para o desenvolvimento de cada aluno o respeito pela individualidade e um ambiente que seja propício para a sua aprendizagem e que valorize suas vivencias e seus conhecimentos prévios trazidos de suas realidades.
Conclui-se que a prática do planejamento é de suma importância, pois as estratégias e o olhar sobre a ação realizada contribuem para a tomada de consciência do professor sobre sua função mediadora no processo de aprendizagem dos alunos.

Foi uma experiência enriquecedora nessa minha caminhada, pois qualificou nossa prática pedagógica especificando nosso olhar diante das diversidades encontradas na escola que nos faz ter noções da docência na Educação de Jovens e Adultos.

Referências Bibliográficas:

GADOTTI, Moacir. Diversidade Cultural e Educação para Todos. Juiz de Fora: Graal. 1992. p. 21, 70.

______. Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças. Revista Nova Escola. ed.182.maio de 2005.





Fabiana Alves Gonçalves de Oliveira
Acadêmica do Curso de Licenciatura em Pedagogia- EAD da Universidade Federal de Pelotas UFPEL/ UAB.






[1] Professora da rede privada de Ensino de São Leopoldo, Aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia pela UFPEL – Pólo Sapucaia do Sul.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA – EaD





Relatório de Estágio



Educação de Jovens e Adultos (EJA)






Richtiele Bueno









Esteio, 2014
                                      




Richtiele Bueno











Educação de Jovens e Adultos (EJA)



         
                                                           



Relatório de Prática Docente I apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia- UFPel/UAB, como requisito à conclusão do Estágio Supervisionado de Educação de Jovens e Adultos (EJA)
 
 







                                         





                      
























Supervisor do Estágio CLPD: Lilian Lorenzato
Supervisor do Estágio Escola: Janete Danus chaves






Esteio, 2014


























Equipe docente responsável:


Professores a distância: Emília Cristina Teixeira; Lilian Rodrigues Corrêa.

Professores presenciais: Joelma Guimarães; Marta Rejane da Luz Fernandes.

Professor Formador: Eliane Weber Rodrigues.





 

1.    Resumo


O seguinte relatório versará sobre algumas questões importantes como: As demandas de trabalho; Matriz Curricular e PPP; Aprendizagem dos alunos; Realidade concreta; Organização das propostas e Rede de apoio. Todos estes dados visam refletir, organizar e elucidar aspectos vivenciados durante a observação e prática docente no estágio obrigatório de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A realização do estágio ocorre em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental , situada no município de Sapucaia, com uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), etapas I, II e III ( Etapas iniciais); sendo o estágio realizado no turno da noite.



Palavras-chave: educação de jovens e adultos, aprendizagem, demandas, motivação, realidade, matriz curricular, PPP.




Sumário




Apresentação


Neste trabalho, são apresentados seis itens: Demandas de trabalho; Matriz Curricular e PPP; Aprendizagem dos alunos; Realidade concreta; Organização das propostas e Rede de apoio.
                          No item demandas de trabalho, constará quais as demandas com a turma como um todo e com a heterogeneidade, considerando as necessidades individuais dos alunos, a partir do conhecimento e acompanhamento da aprendizagem da turma.  Também será destacado quais ações foram necessárias a fim de garantir a aprendizagem de todos considerando tais demandas. Como o planejamento considerou as mesmas, evidenciando exemplos de atividades presentes nestes planos.
            A partir das situações de aprendizagem e não aprendizagem, o seguinte relatório apontará qual o meu papel diante da Matriz curricular e do PPP da escola, ou seja, como estes foram relacionados com as situações.
            Após será retratado como percebi e agi a partir das evidências de aprendizagem e não aprendizagem dos alunos, expondo minha opinião a partir do que foi vivenciado na prática docente.
            Com relação à realidade concreta, será exposto como meu conhecimento interferiu na minha ação e na própria aprendizagem dos alunos.
              Sobre a organização das propostas, será apontado como a coordenação das mesmas potencializaram a aprendizagem dos alunos em sala de aula e como as escolhas feitas interferem na aprendizagem dos mesmos.
Versará também sobre a rede de apoio, destacando o auxílio dos profissionais da equipe docente que foram de grande importância e auxílio durante a minha prática.
            Os dados presentes nesse trabalho foram obtidos através da minha prática docente, das experiências vividas em sala de aula e da reflexão sobre as mesmas, além da busca de autores dissertando sobre os assuntos tratados.
Desenvolvimento

3.1 Demandas de trabalho


O estágio está sendo realizado com uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), etapas I, II e III. Nesta etapa de ensino lidamos com diversas realidades, mas a maioria possui um único e grande objetivo: “Aprender”. Alguns que já foram à escola e desistiram por seus motivos particulares e agora querem retomar, alguns que nunca foram à escola e querem ingressar e aprender... Alguns com facilidade, outros com algumas dificuldades. Mas todos muito motivados e comprometidos. Através dos diálogos foi possível aos poucos conhecer a história de vida de cada um e estabelecer com a turma uma relação de amizade e de confiança para ensinar, aprender e todos juntos construir conhecimento.
No decorrer do estágio, percebo o quanto é importante para a turma como um todo receber elogios, sentir que estão progredindo em suas tarefas, pequenas ações, mas que para eles diz muito... Noto que quando são elogiados sentem-se muito felizes e entusiasmados.
 Percebo então que uma grande necessidade da turma é sentir-se valorizada, que precisam mais do que o conhecimento, estão precisando em primeiro lugar de motivação. Cheguei à conclusão de que a melhor motivação para eles vem de palavras simples como: “Muito bem!”; “Você conseguiu”; “Parabéns!”... Este tratamento carinhoso e especial, traz aos alunos a auto-confiança que estão precisando, eles sentem-se mais felizes.
"O ato criador prova natural estado de satisfação ? decorrente do poder de criar..., e essa alegria gera valores mais importantes que mobilizam sentimentos de auto confiança nos alunos e os leva a sentir e descobrir outros valores fundamentais a vida."( Ministério da Educação,1997,p.49).
           Através desta citação é possível destacar o quanto é importante valorizar os alunos, o que conseguem fazer, suas experiências... Oferecendo condições para que os mesmos construam, ampliem e atualizem seus conhecimentos.
              A turma esta em ritmos diferentes de aprendizado, com base nisso, foi necessário elaborar diferentes planejamentos, de acordo com as necessidades específicas de cada um. Nos planos de aula, foi dado seguimento as atividades que a professora titular costuma passar para eles, conforme solicitado por ela foi elaborado várias atividades de folha e também para passar no quadro para alguns alunos.
            Esta sendo possível perceber que o atendimento individual a estes alunos se torna indispensável, uma vez que precisavam de ajuda e explicação na maioria das vezes para a realização das atividades propostas.
              Ações importantes como: Sentar ao lado do aluno e dispor do tempo que for necessário para que o mesmo compreenda o que é solicitado na tarefa, bem como ajudar no desenvolvimento da mesma, são fundamentais e muito significativas para que estes apresentem bons resultados na realização das atividades propostas; propor o reconhecimento das letras e famílias silábicas no quadro em voz alta para o grande grupo contribui muito também, pois atrai bastante a atenção deles e conseguem entender melhor; as leituras em voz alta (para os que já estão nesta etapa), é importante para treinar a dicção e desenvolver a leitura, assim como os textos para copiar no caderno de caneta ajudam muito a melhorar a caligrafia (das alunas que precisam).
              Os planejamentos se adequaram ao nível de aprendizado de cada um, respeitando o seu tempo e ritmo de aprendizagem.
                De acordo com o texto "Metodologia Dialética em Sala de Aula", fala a respeito de que a metodologia dialética, é compreendida como uma metodologia que o conhecimento não é “depositado”, ou “transferido” pelo outro, conforme a concepção tradicional, nem é inventado pelo sujeito, conforme concepção espontaneísta, mas sim que o conhecimento é construído pelo sujeito na sua relação com os outros e com o mundo.
                    Entende-se que o aluno precisa se apropriar do conhecimento, e para que isso ocorra é necessário que o mesmo possa trabalhar, refletir, reformular sempre que necessário os conteúdos apresentados pelo professor. Um exemplo pode ser dado através de uma aluna da turma, que inicialmente desconhecíamos que ela sabia as letras do alfabeto, mas este conhecimento se dá de forma decorada, ela apenas memorizou o que nos levou a propor atividades que a instigasse mais, que ela pudesse fazer este reconhecimento encaixando com a letra inicial de algumas palavras, fazendo um exercício extra sentada ao lado dela: “A (de amor), D(de dado)... aleatoriamente, e assim ela já estava conseguindo fazer atividade de ligar as gravuras à letra inicial correspondente, o que não conseguia, pois havia somente decorado o alfabeto; dessa maneira ela está aos poucos realmente se apropriando do conhecimento e não só memorizando.
                     Durante a realização do estágio, percebo que realmente os alunos precisam sentir-se “mobilizados” para o conhecimento, e que não posso apenas apresentar os conteúdos a eles e sim despertá-los para a atividade, explicando e sentando muitas vezes ao lado para ajudá-los na realização das atividades, acompanhando de perto o interesse e o desenvolvimento das mesmas, importante destacar também que eles gostam de conversar entre eles sobre as atividades e trocar informações, considerando uma ação muito significativa e aliada na construção do conhecimento.
               No texto “Metodologia Dialética em Sala de Aula”, fala a respeito de que é necessário que o aluno dirija sua atenção, seu fazer, seu pensar sobre o objeto de conhecimento.
... situação orientadora inicial: é a criação de uma situação motivadora, aguçamento da curiosidade, colocação clara do assunto, ligação com o conhecimento e a experiência que o aluno traz, proposição de um roteiro de trabalho, formulação de perguntas instigadoras.”
 A citação nos remete bem o que foi discorrido acima e o que ocorre em meu estágio, onde os alunos precisam se sensibilizar para o conhecimento, quando percebem que estão conseguindo, estão avançando em determinada atividade e vêem o nosso reconhecimento, ficam com “sede de aprender” e querem mais e mais atividades.
               O conhecimento da realidade dos mesmos foi de extrema importância, uma vez que nos permitiu conhecer suas necessidades individuais, não só a respeito dos conteúdos, mas também o tempo de cada um, se precisava de mais auxilio ou não, quais suas potencialidades e fragilidades, todos estes fatores contribuíram muito para a elaboração e execução do planejamento.
 “O primeiro passo, portanto, do educador, enquanto articulador do processo de ensino-aprendizagem deverá ser no sentido de conhecer      sua realidade, ou seja, conhecer a realidade com a qual vai trabalhar. Para isto, inicialmente o professor tem que aprender com seus alunos.” (Metodologia Dialética em Sala de Aula, Carlos dos S. Vasconcellos, p. 5)
                A parte da observação foi muito importante também, pois foi possível conhecer quem eram os alunos, suas idades (Entre 29 e 88 anos), entender bem em que etapa de aprendizado os mesmos se encontravam, como realizavam as atividades e como manifestavam interesse pelas mesmas, quem são os mais assíduos, como a professora costuma trabalhar com eles, suas necessidades, interesses, experiências e expectativas. Como traz a citação, conhecer a realidade dos alunos é um passo muito importante e não pode ser descartado.
“Uma educação significativa deve partir das condições concretas de existência e para isto, o educador, enquanto articulador e coordenador do processo precisa ter um bom conhecimento da realidade com a qual vai trabalhar: alunos, escola, comunidade, sociedade, assim como a ciência que vai ministrar. Não se trata de conhecer a "vida íntima" de cada aluno, membro da comunidade, etc., mas de apreender suas principais características, seus determinantes.” ( Metodologia Dialética em Sala de Aula, Celso dos S. Vasconcellos, p. 6)
      Como traz a citação é importante que se conheça a realidade com a qual se vai trabalhar, é a partir disso que se pode elaborar um bom planejamento que atenda as necessidades dos alunos, e traçar as melhores maneiras de ajudá-los sempre que necessário.

3.2  PPP e Matriz Curricular

        A EJA tem por finalidade atender àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental na idade própria, possibilitando o desenvolvimento do potencial dos educandos.
        No PPP da escola consta que o objetivo primeiro da EJA é o de resgatar e suprir a escolaridade do jovem e do adulto no Ensino Fundamental que foi interrompida durante anos, visando reparar e propiciar a esta classe de educandos uma educação acelerada, voltada para suas necessidades imediatas.
         A escola incentiva muito os alunos da EJA e se esforça para propocionar um ensino de qualidade e momentos prazerosos como (gincanas, feiras, eventos) para que os alunos se sintam motivados, mas enfrentam alguns desafios, que é a luta pela permanência dos alunos na escola (faltas, evasão).
          Percebe-se realmente que este é um problema existente na escola, na minha turma, os alunos não costumam faltar com freqüência, a não ser um dos alunos que falta bastante, mas preocupa-se em tentar acompanhar as atividades, algumas vezes sua esposa vem e busca as atividades para ele.
             Como já falado anteriormente, a questão da motivação influencia muito neste aspecto, como consta no PPP da escola é necessário que seja feito o possível para que o aluno permaneça na escola, e acredito que o educador tem bastante responsabilidade com relação a este fato, pois uma aula atrativa e a atenção do professor para com este aluno colabora muito para que o mesmo queira vir a aula.
              Considero importante destacar a questão da afetividade, pois durante o estágio os alunos nos demonstraram muito carinho, o que nos deixou muito feliz. Deixou-me bem emocionada alguns depoimentos; uma aluna nos disse que estava com saudades da professora titular, mas gostaria que ficássemos também e que vai sentir nossa falta; uma outra aluna disse que tinha vindo bem feliz  porque era nós que estáriamos dando aula.
         Foi muito importante para mim este acontecimento, me deixou muito emocionada e com uma sensação de missão cumprida. Ouvir palavras tão carinhosas, com relação ao meu trabalho, com certeza não tem preço.
                 Inês Maria Gómez-Chacón em seu artigo nos faz refletir quando,
 ”Destaca a importância dada à questão sempre presente dos afetos,  que atualmente é  assumida e aceita por professores cada vez mais dispostos a reconhecer neles elementos de indiscutível  valor e interesse no acompanhamento e na avaliação  do processo  ensino/aprendizagem. (2004: 52).”
           Diante desta reflexão, podemos perceber o quanto o afeto precisa estar presente e que o mesmo favorece a formação e solidificação de atitudes benéficas a aprendizagem.
          No PPP consta que é necessário aumentar a auto-estima, fortalecer a confiança na sua capacidade de aprendizagem, valorizar a educação como meio de desenvolvimento pessoal e social.
          Estabelecendo uma relação com o que esta sendo vivenciado na escola e turma parceira, e as necessidades apontadas no PPP, tentei fazer o possível para que os alunos pudessem se sentir bem, entusiasmados e com  vontade de estar na escola.
           Procurei fazê-los participantes ativos na construção de conhecimentos, considerando seus conhecimentos prévios, atendendo a todas as dúvidas, e auxiliando sempre que necessário.
               Na Matriz Curricular da escola consta que os conteúdos curriculares, contidos nos planejamentos das disciplinas são pautados nas Diretrizes Nacionais do Ensino Fundamental e na Matriz Curricular do Município.
               É um conjunto básico de saberes, compreendidos como fundamentais para que, ao serem repassados aos alunos, possam auxiliá-los na construção de seus conhecimentos. Quanto mais os alunos têm clareza dos conteúdos e do grau de expectativa da aprendizagem que se espera, mais terão condições de desenvolver, com a ajuda do professor, estratégias pessoais e recursos para vencer dificuldades.
             Os conteúdos são Língua portuguesa, Matemática, Estudos da Sociedade e Natureza, Artes e Educação física (Etapas iniciais), correspondente a minha turma de estágio. Porém conforme orientações da professora foi trabalhado apenas os conteúdos de Português e Matemática, e       uma atividade que englobou os conteúdos de história e geografia. 
            Em língua portuguesa foi trabalhado os seguintes conteúdos: Alfabeto, Ordem alfabética, Vogais e Consoantes, Sílabas, Ortografia, Leitura e interpretação textual.
           Em matemática trabalhamos: Sistema de numeração decimal, algarismos, numerais cardinais: leitura e escrita , sistema monetário, adição e subtração, ordem crescente e decrescente, sucessor e antecessor, números pares e ímpares.
            Procurei estabelecer uma relação com os objetivos apresentados na Matriz curricular e com a aplicação dos conteúdos, como por exemplo, em língua portuguesa: Promover a construção da alfabetização do educando através de práticas de oralidade e escrita, partindo da leitura do mundo que o cerca. Em matemática oportunizar ao educando o desenvolvimento do raciocínio lógico, explorando material concreto (tampinhas de garrafa, para ajudar na contagem), bem como suas vivências, elaborando hipóteses e descobrindo meios para a resolução de problemas.  
              Entendo que as situações em sala de aula, me fizeram perceber que os conteúdos presentes na Matriz Curricular, quando transmitidos em uma tarefa, devem permitir o diálogo do educando com as questões apresentadas, que ele possa compreender o que é solicitado e que a atividade permita que o mesmo possa desenvolver suas competências e habilidades e assim como sujeito ativo da sua aprendizagem possa realmente apropriar-se do conteúdo e construir conhecimento.

3.3 Aprendizagem dos alunos


Para que a aprendizagem ocorra é necessário que o planejamento possua boas estratégias; tenha flexibilidade, recursos para fazer com que o aluno queira aprender, para que se sinta entusiasmado.  Ser paciente e compreensivo com o aluno; mostrar-se aberto e afetivo com o mesmo, ter comprometimento, organização e adequação.
                         “O planejamento é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face de objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino” (LIBÂNEO, 1993, p 221)
É importante que o professor revise as atividades planejadas, pensando se estas estão de acordo com as necessidades da turma, repensando suas práticas, se necessário. É através da observação contínua deste processo de construção do conhecimento, que é possível analisar e perceber as evidências de aprendizagem e não aprendizagem; traçando assim estratégias para sanar quaisquer dificuldades que surgirem.
 Algumas vezes, os alunos queriam conversar, desabafar a respeito de algum problema familiar, por exemplo, e nós tínhamos que estar dispostas a ouvir, falar uma palavra amiga; e por tal motivo, não tinham aquela mesma disponibilidade para a realização das atividades, o que nos levava a adaptar as atividades para aquela noite, de acordo com a situação do aluno e de preferência atividades mais simples.
  Cada aluno tem seu tempo, seu ritmo de aprendizagem; ao longo do estágio este fator influenciou de certa maneira em nossos planejamentos.  Para um mesmo dia de aula, para alguns alunos tínhamos que ter maior número de atividades do que para outros, dessa maneira foi necessário adequar as necessidades de aprendizado dos alunos.
 Para uma das alunas passamos uma atividade de completar as palavras e ela fez muito bem, sem maiores dificuldades; mas um dos alunos já precisou de uma atenção maior, e então pensamos em uma outra maneira que o ajudasse a entender melhor a atividade proposta, foi então que passamos as famílias silábicas no quadro e junto com ele fomos lendo-as e vendo qual se encaixava na palavra, e assim por diante, até que ele foi conseguindo entender e fazer aos poucos o exercício com a nossa ajuda.
Outro exemplo que no planejamento foi mais fácil que na prática foi as atividades de duas alunas, a professora titular havia passado que elas estariam no mesmo nível de aprendizagem, porém não foi isso que identificamos no decorrer dos dias, pois uma delas resolvia probleminhas matemáticos com bastante facilidade sem auxílio da professora, já a outra, necessitava de explicação e acompanhamento para realização da mesma atividade, com isso buscamos dificultar os problemas passados para a aluna que tinha facilidade, e minha colega e eu nos revezarmos para sanar as dificuldades encontradas pela que precisava de mais atenção ao longo das atividades.
  Percebe-se que a turma como um todo, dentro do ritmo próprio de cada um, esta acompanhando bem as atividades propostas e as realizando com qualidade.




3.4 Realidade concreta

            O professor tem o grande papel de conduzir os seus alunos ao aprendizado, garantindo um ensino e aprendizagem de qualidade, estabelecendo uma relação de confiança com os alunos.  
          No decorrer do estágio, foi necessário que eu procurasse me interar de alguns conteúdos trabalhados com a minha turma, pois haviam alguns exercícios simples como por exemplo:  A montagem das contas de divisão, que já não lembrava mais algumas regras específicas, ou seja, precisei me apropiar bem do conteúdo para ensinar aos alunos.
           O fato de não lembrar de detalhes a respeito de alguns conteúdos, não interferiu na minha ação docente, pois o que me senti insegura, procurei primeiramente relembrar para poder ensinar com qualidade.
          O trabalho docente requer muito comprometimento e conhecimento do que se pretende propor. Todas as atividades dos planejamentos foram sempre em primeiro lugar, analisadas e resolvidas antes por mim e pela minha colega, para que as dúvidas que surgissem pudessem ser sanadas com tranqüilidade e para que eu pudesse ter certeza das minhas respostas. Por mais que sejam atividades simples, acredito que é nosso dever tentar responder com clareza e exatidão aos nossos alunos. Constantemente estamos aprendendo e precisamos estar sempre abertos a novos desafios.
“Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços de vida com ela: Para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação.” (Carlos Henrique Brandão)
 Como fala o autor, as nossas vidas estão diariamente misturadas com educação, estamos constantemente aprendendo para também poder ensinar. Acredito que é preciso estar sempre buscando se aperfeiçoar para enriquecer ainda mais o que se quer ensinar, a docência é um grande e constante aprendizado, pois ao planejar, executar, repensar as práticas e aperfeiçoá-las estamos crescendo e aprimorando o nosso trabalho docente.

A experiência que possuo com a Educação Infantil contribuiu de maneira significativa para o meu estágio, desde a prática em sala de aula até a execução do planejamento.
A realização dos planejamentos foi tranqüila pelo fato de já estar acostumada a planejar, e com relação a explicar as atividades também tive facilidade.
Como dito anteriormente, esta necessidade de sentir-se motivados, e a alegria que sentem quando recebem elogios, assemelha-se muito aos alunos da Educação Infantil. Também o fato de precisar de bastante atenção individual e paciência para explicar as tarefas é outro ponto em comum. A questão da afetividade é bem forte também em ambos ensinos.
Acredito que é preciso dar o nosso melhor em tudo o que propomos aos alunos, para que nossas ações reflitam positivamente no processo de ensino-aprendizagem.    
          Segundo Freire (1979), a ação docente é a base de uma boa formação escolar e contribui para a construção de uma sociedade pensante. Entretanto, para que isso seja possível, o docente precisa assumir seu verdadeiro compromisso e encarar o caminho do aprender a ensinar.
            Em primeiro lugar acredito que é preciso muito amor ao que se propõe e com certeza é um grande compromisso. Conforme as palavras do autor é nossa ação docente que irá contribuir não só para a formação escolar, mas para a construção de uma sociedade pensante.

3.5 Organização das propostas  

              Organizar a prática pedagógica é muito importante e fundamental. Os planejamentos da turma foram pensados de modo a oportunizar situações de ensino-aprendizagem bem elaboradas, mas de fácil compreensão ao mesmo tempo; foram realizadas atividades e intervenções pedagógicas adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos.  
                Existem alguns fatores que influenciam na organização e coordenação das propostas na sala a fim de potencializar a aprendizagem dos alunos, como favorecer a construção da autonomia intelectual dos alunos; considerar e atender as diversidades na sala de aula; favorecer a interação e a cooperação; analisar o percurso de aprendizagem e o conhecimento prévio dos alunos; mobilizar a disponibilidade para a aprendizagem; avaliar os resultados obtidos e redirecionar as propostas, se eles não forem satisfatórios.
                  Devido ao estágio ser realizado em dupla, conseguimos atender muito bem os alunos em sala de aula, enquanto uma professora auxiliava um aluno, a outra explicava uma atividade para outro, ou quando uma passava no quadro, a outra ia auxiliando os demais, ou seja, os alunos em nenhum momento ficavam sem nossa ajuda.
                O planejamento prévio do trabalho pedagógico, a intervenção do professor durante as atividades; o estímulo a crença do aluno na sua própria capacidade de aprender e o reconhecimento e a valorização dos seus próprios saberes; assim como a relação de afetividade entre professor-aluno; são pontos importantes e atitudes significativas que interferem positivamente na aprendizagem dos alunos.
                Todos os fatores discorridos acima foram colocados em prática durante o estágio e acredito que trouxeram excelentes resultados.
               Busquei assumir uma posição de mediadora( entre professora e aluno), para que a aprendizagem significativa se efetivasse de fato, neste caso foi necessário  perceber que o aluno é sujeito do conhecimento e não esta ali apenas para receber informações; foi necessário envolver os alunos, tornando as aulas um  momento de interação e aprendizagem.
                Considerando a heterogeneidade da turma, busquei perceber e valorizar as formas com que cada aluno recebia melhor as informações transmitidas, aos poucos fui notando que uma das alunas(idosa) ,por exemplo, por não escutar muito bem, desenvolve muito bem as atividades com mais recursos visuais. Já uma aluna, tem problema de visão, e para ela as atividades de ditado são muito produtivas uma vez que utiliza mais o recurso sonoro( ajudando no processo de formação de palavras).
              Uma questão decisiva para que a aprendizagem ocorra de forma mais eficiente, conforme Santos (2008, p. 42), é observar que todos nós possuímos “três maneiras de processar as informações e fixá-las na memória que são: a visual (aprendizagem pela visão), a auditiva (aprendizagem pela audição) e a sinestésica (aprender interagindo/fazendo/sentindo)”.
               Percebe-se a importância de observar e respeitar as singularidades de cada um, escolhendo sempre as melhores maneiras de lidar com o aluno, traçando estratégias para ajudá-los de acordo com suas particularidades, para que venha refletir de maneira positiva na aprendizagem dos mesmos.

3.6 Rede de Apoio
    
A escola possui uma equipe muito unida e comprometida. A vice- diretora da noite é muito elogiada por todos, sempre procura ouvir as diferentes opiniões e na medida do possível envolver o grupo nas decisões e ações relacionadas ao trabalho.
Eu e minha colega, recebemos todo o apoio necessário, a vice-diretora e supervisora deixaram clara sua preocupação em nos ajudar sempre que precisássemos, tanto em recursos, (algum material pedagógico), como o uso do xerox... Enfim, também se disponibilizaram para o esclarecimento de dúvidas a respeito de qualquer situação em sala de aula ou fora dela.
 A professora titular também ficou a nossa disposição para o que precisássemos, assim como os outros professores disponíveis na escola.
A equipe em si, foi muito receptiva e prestativa. Sentimos-nos muito á vontade e seguras, pois contávamos com o apoio de diversas pessoas.
A escola é bem organizada e conta com profissionais muito competentes, qualificados e amigos. Tais fatos me  deixaram muito tranqüila e feliz.
Gostaria de trazer uma questão muito interessante que a vice-diretora, nos falou a respeito de que para ela “todos( alunos, professores são sujeitos) e que ela luta sempre por uma equipe cada vez mais inovadora, que todos surpreendam sempre, para que a motivação dos alunos aflore cada dia mais) “.
Trago esta fala, pois considero muito interessante esta preocupação por parte dela, o que nos faz refletir sobre esta questão.
Para Andreola (1999, p. 77) Numa educação dialógica, o papel do professor como educador não é minimizado. Pelo contrário, os/as professores/professoras aceitam um desafio muito maior e assumem uma tarefa muito mais relevante, decisiva do que serem meros repassadores de conteúdos prontos. Eles são os responsáveis primeiros e os animadores de um processo crítico e inovador, onde o conhecimento é continuamente criado ou recriado (mesmo conhecimento como patrimônio já acumulado), numa dinâmica marcada por uma interação rica e fecunda, onde todos, professores e alunos são sujeitos.
             Esta citação remete muito bem o que foi dito pela diretora. Nos faz refletir sobre nossas práticas e a importância de assumir uma postura inovadora.



























4. Conclusão

Pelo exposto, percebe-se que a EJA é uma etapa de ensino que possibilita que jovens e adultos possam recomeçar ou ingressar em seus estudos, e que o objetivo de aprender os leva a seguir nesta jornada tão importante para eles.
        A docência é um grande compromisso e por isso precisamos fazer com que os alunos sintam-se valorizados e motivados. É importante respeitar o tempo e ritmo de aprendizado de cada um, adequando os planejamentos as suas necessidades.
         Dispor de tempo e atenção para prestar o auxilio a estes alunos sempre que preciso, reformulando as atividades para atender suas necessidades específicas no momento em que for necessário.
         Respeitar as singularidades de cada um e escolher as melhores maneiras de ajudá-los a enfrentar problemas e desafios.
       O planejamento deve ser pautado na realidade da turma e uma forma de conhecer a mesma é através da observação contínua, para que ocorra a aprendizagem é necessário que o planejamento seja flexível, e desperte o interesse dos alunos. O professor deve sempre revisar seu planejamento para repensar se preciso sobre suas práticas.
Para mim o estágio foi uma experiência maravilhosa, ampliou minha visão sobre muitos dos fatores discorridos acima e me permitiu crescer ainda mais como pessoa e professora.





VASCONCELLOS, Celso do S.Metodologia Dialética em Sala de Aula. In: Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992(n. 83)

BRANDÃO, Carlos R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2004.
 FREIRE, Paulo, Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática
 educativa. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1996.

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