segunda-feira, 3 de novembro de 2014



UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA
POLO SAPUCAIA DO SUL






ESTÁGIO ENSINO FUNDAMENTAL










TUTORES PRESENCIAIS
JOELMA GUIMARÃES
MARTA FERNANDES

TUTORA À DISTÂNCIA
LILIAN R. CORRÊA


CLÁUDIA MICHELE GOTTSCHALK DE OLIVEIRA.

Canoas, 29 de Junho de 2014.





SUMÁRIO

1-RESUMO..........................................................................................................3

2-DESENVOLVIMENTO......................................................................................4

2-1 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA................................................................4

2-2REGÊNCIA....................................................................................................4

2-3 CARACTERIZAÇÃO DA TURMA E ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS....................................................................................................6

3PÓS MAPEAMENTO........................................................................................7

3-1 A AÇÃO.........................................................................................................7

3-2 REALIDADE CONCRETA FALTA DE CONHECIMENTO/EXPERIÊNCIA......................................................................8

3-3 DA MATRIZ CURRICULAR E DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO..................................................................................................10

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................11

5-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................13




RESUMO

Após nossa turma ter tido muitos estudos teóricos sobre docência havia chegado a hora de se apropriar de toda técnica e pôr em prática aquilo que nos foi ensinado.
O estágio é uma exigência prevista na lei n°9.394/96, sendo de suma importância na formação do pedagogo. O estágio deu início no dia 26 de Maio e o seu término em 18 Junho de 2014.
O estágio é um momento crucial que agrega conhecimentos na atuação profissional do indivíduo, configurando-se em uma atividade que possibilita aos estudantes a oportunidade de colocar as teorias aprendidas durante a caminhada acadêmica.
O estágio realizou-se na Escola Estadual Carlos Fagundes de Mello que é conhecida como Famello, junção das sílabas iniciais dos nomes.
A escola está situada no município de Porto Alegre, na Rua Irmã Maria José Trevisan, 200. A carga horária estipulada foi de 20h de observação e 60h práticas de docência. Meu estágio foi contemplado em um 4º ano do ensino fundamental, com alunos entre 09 e 14 anos de idade. O estágio aconteceu com a supervisão integral da professora titular, Solange Claro.
Este trabalho tem como objetivo apresentar alguns aspectos referente ao cotidiano dos alunos e a rotina escolar. Bem como, observar como se desenvolve o ensino em sala de aula, como a professora conduz o ensino, como se processa a aprendizagem do conhecimento pelo discente.

Palavras-chave: Estágio, zona proximal, caracterização da turma, mapeamento, ação, falta de conhecimento e matriz curricular.


1-  DESENVOLVIMENTO
2-1 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

A Escola conta com o ensino fundamental e ensino médio. Um dos prédios da escola recebe somente alunos do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental.
A escola conta com um refeitório, dois banheiros, um para os meninos e um para as meninas), uma quadra de esportes e uma pracinha. A escola também dispõe de um salão com mesa de pingpong e um laboratório de informática estes dois últimos espaços são utilizados apenas pelos alunos de séries finais do Ensino Fundamentale do Ensino Médio. A biblioteca todos alunos têm acesso livre aos livros.
Com o objetivo de construção de laços com os familiares e proteção ao aluno a escola conta com o círculo de pais e mestres e o programa amigos da escola.
2-2 REGÊNCIA

Todas as etapas do estágio foram importantes e enriquecedoras, mas nenhuma delas se compara aos momentos mágicos vividos numa sala de aula.
Procurei elaborar aulas diferenciadas que despertassem a curiosidade e atenção dos educandos, busquei abordar assuntos pertinentes suas rotinas, tarefas que envolvessem o entorno deles e falassem a respeito dos seus interesses pessoais, assim provocar curiosidade, principalmente, a atenção daqueles que não queriam participar das aulas. Percebi também o interesse dos alunos cada vez maior por atividades envolvendo as folhinhas e temáticas das aulas com o conteúdo da copa das confederações e os países, a interação com os assuntos abordados,o entusiasmo pelas histórias contadas e traduzidas para o meio social deles, compreendi e senti a relação de carinho comigo no papel de professora estagiária, recebi palavras de apoio e elogios, da professora regente da turma, que era sempre prestativa, colocando-se à disposição para me auxiliar.Conforme afirma ANTUNES,
“O conhecimento não apresenta um saber que ‘vem de fora’ ou que se capta no meio e que, não pode ser transmitido [...] o aluno efetivamente aprende a partir de experiências em sua interação com o ambiente e seus simbolismos e com os outros, em que se produzam ações físicas e mentais [...]”
Ao longo desse estágio pude aprender e me relacionar com as ações mediadoras, digo me relacionar a elas, porque da forma que aprendi na universidade, tive também durante o estágio a oportunidade de pôr em prática e entendo que a função principal do professor está relacionada com interferir no que VYGOTSKY chamou de zona de desenvolvimento proximal. SILVA relembrou isso em, “A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro”.
Não que os alunos não tivessem autonomia para desenvolver as suas atividades, mas a presença do professor se torna imprescindível para que o educando desenvolva habilidades com a intervenção do docente. Claro, deve-se atentar para os saberes que o indivíduo já possui, porque a partir disto é que o professor deve começar a educá-lo formalmente, ou seja, interferir na zona de desenvolvimento proximal.
A maioria dos alunos já me conhece do turno inverso onde muitos estão matriculados no projeto social onde trabalho, no primeiro dia de aula a professora me reapresentou para a turma relembrando o momento de observação que eu havia feito na turma deles.
No primeiro dia de aula no Famello, no período do estágio a professora me reapresentou para a turma, embora a maioria dos alunos já me conhecesse da observação, relevando, claro que teve um longo período de distanciamento entre a observação e a prática docente, a turma já não era mais a mesma, alguns alunos  saíram e outros entraram, a professora e eu julgávamos em uma conversa que o ideal era que o estágio tivesse acontecido em dias corridos, sem esta pausa.
A professora ainda comentou com alunos que após aquele momento de aproximação/observação, eu iria trabalhar diretamente com eles como uma espécie de titular, e no entanto eles deveriam se dirigir a mim. Procurei conhecer todos um pouco, fazendo perguntas orais aos indivíduos na sala de aula a fim de estreitar os laços com os alunos.
Também realizei uma entrevista com a professora a fim de conhecer melhor os alunos, como vivem, com quem, onde e etc.



2-3 CARACTERIZAÇÃO DA TURMA E ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS

A turma onde realizei o estágio é de difícil controle de comportamento, apresenta alunos com idade diferenciada e bastante indisciplinados.
Com a professora titular, os alunos se comportavam com retidão, porém quando a professora se ausentava da sala de aula,ficava difícil o controle da turma. Nesse período aconteciam brigas e agressões morais, e uma vez houve uma agressão física entre uma menina e um menino. Conversei com a turma acerca deste tipo de atitude e questionei onde eles querem chegar com este tipo de comportamento.
Todos os alunos são extremamente agitados e indisciplinadas, no entanto acredito no sucesso e mudança interdisciplinar destes adolescentes, assim como Paulo Freire acreditava e alertava dizendo que para ter um país melhor precisamos educar nossos adolescentes de forma correta diferentemente de como os pais estão fazendo. São perceptíveis os descasos e a degradação familiar, cada vez mais ocorrentes e isso reflete no desenvolvimento e comportamento desta criança na escola.
“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire.

Para facilitar o controle da conversa e comportamentos indevidos, a professora titular e eu fizemos um mapeamento da sala de aula acerca dos alunos mais agitados e os mais calmos.Ela me descreveu as qualidades tanto positivas como as negativas dos educandos. Me aconselhou como deveria ser a minha postura diante a eles, não que ela quisesse que eu parecesse ou transmitisse uma figura de mau humorada, mas ela disse, que era necessário que com aquela turma eu me apresentasse com uma postura mais rígida.
O planejamento seguiu de acordo com o mapeamento, ainda bem, porque haviam alunos que realizavam as atividades extremamente rápido. Somente pelo fato de dizer em voz alta que acabou a tarefa proposta. Isso poderia me prejudicar se eu não tivesse feito o mapeamento junto a professora parceira, pois eu não teria atividades ou a até mesmo a criatividade de reinventar atividades baseadas nas quais o grupo inteiro trabalhava.
Quando eu corrigia as atividades dos alunos, quase todas estavam erradas. Então pedia que eles se acalmassem e fizessem com atenção, porque ter somente o objetivo de terminar rápido não era válido se todas as questões estivessem erradas.
Na turma, haviam alunos repetentes que apresentavam não ter interesses pelas as aulas. Seus cadernos eram amassados e sem conteúdo, muitas vezes nem levavam os cadernos para as aulas. Estes alunos também possuíam muitas faltas.
Por essas razões, costumava os orientar quanto ao capricho do caderno e o que poderia ser feito para melhorar as condições do trabalho executado por eles, principalmente aqueles alunos rápidos na execução das tarefas. Também solicitava para que pintassem as folhas bem coloridas. A maioria da turma possuía um ritmo muito lento para a produção das atividades.

3-PÓS MAPEAMENTO
3-1 A AÇÃO
Desde o primeiro dia de estágio até o último tive como minha auxiliar a professora parceira, o que facilitou muito nos meus planejamentos, ainda assim precisei de alguns ajustes nos planos de aula, que foram feitos por ela mesma.
Sempre procurei seguir a linha de planejamentos e as orientações da professora titular, tive dificuldades com aqueles alunos que apresentam distorção na idade/série. No início estava propondo atividades de grande nível de dificuldade para eles, procurava disponibilizar aos alunos contextualizações e problematizações mais elaborados, mas o grupo não conseguia resolver a tarefa proposta. O interessante e não óbvio era que os alunos não repetentes respondiam melhor do que aqueles que já repetiam pela terceira ou quarta vez. Então a professora me advertiu dizendo que seria melhor que propusesse atividades de fácil compreensão e se possível deveria até mesmo diminuir o nível de dificuldade dos exercícios. Eu estava diante de um quarto ano, mas a solução era, por exemplo, de dar atividades de 3º ano, isso foi muito difícil para mim compreender, porque quando eles chegarem no quinto ano, iriam repetir a série por falta de conhecimentos.
Não tive um público muito diversificado como, alunos com diferentes ritmos de aprendizagem o que facilitou no meu planejamento e nas minhas ações como professora estagiária.
Percebi que a grande maioria dos alunos possuem a mesma regularidade. Por conta disso, quando um apresentava dificuldade ou facilidade para desenvolver uma tarefa, todos os outros apresentavam o mesmo comportamento.
Quando alguns alunos terminavam as atividades mais rápido que os outros, fazia como a professora havia orientado, realizava a correção no caderno e atentava muito para a correção ortográfica. Se errassem pedia para que voltassem aos seus lugares e refizessem em seus cadernos.
Quando voltavam na minha mesa se estivesse tudo correto, costumava selecionar as palavras que erraram e pedia para que reescrevessem no caderno e separassem as sílabas classificando-as.
Se a disciplina do dia fosse a matemática, da mesma forma efetuava a correção. Caso os alunos tivessem desacertos em suas contas ou problemas, selecionava as questões pedia que eles as corrigissem e nos seus próprios cadernos, e fazia cálculos similares aos que estavam equivocados e orientava-os que realizassem com atenção para que não houvessem mais enganos nos mesmos pontos que anteriormente.
No momento que percebia que todos ou quase todos os alunos terminavam a atividade, em seguida passava a outra. Não poderia deixá-los por muito tempo sem atividade e nem se quer perceber que estava muito perto do final da tarefa, pois já começavam a se agitar.




3-2 REALIDADE CONCRETA FALTA DE CONHECIMENTO/EXPERIÊNCIA
Aceitei e apliquei as dicas da professora titular, que nem se quer em uma aula me deixou a sós com os alunos. Ela nos acompanhou diariamente, não intervindo diretamente nas aulas, mas quando percebia que os alunos teriam dificuldades para executar uma determinada atividade, em um momento reservado aproveitava para me orientar em como poderia alternar a atividade.
Um caso de uma aluna era intrigante, ela tinha muita dificuldade para realizar as atividades e não possuía habilidades para se comunicar e locomover-se, era notável um forte tremor em seu corpo. Questionei o fato a professora parceira e ela me falou que não sabe o motivo da aluna apresentar estes fatores. A professora possui formação em psicopedagogia e disseque o caso é bem sério, ela acredita que a menina tenha convulsões intensas e isso tenha afetado a parte cognitiva.
Essa aluna é um exemplo motivacional para o professor se aprofundar em ensinos para alunos especiais. De certa forma, quando me deparei com essa adversidade, me senti impotente em garantir os ensinamentos, pois percebia que ela não assimilava. Tentei de várias formas mostrar como deveria ser feito a atividade. No entanto, a menina tinha a expressão em seu rosto que deixava transparecer que não estava compreendendo o que eu tentava lhe explicar.
Toda vez que a menina vinha a minha mesa, eu explicava as atividades, caso não compreendesse fazia exemplos no caderno dela com o lápis. Quando a atividade envolvia a interpretação a menina tinha um pouco mais de facilidade. Então fazia questionamentos orais com as informações contidas no texto.
De acordo com Paulo Freire, podemos perceber que quem ensina também aprende:
“Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende [...] O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. [...] A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. ”
Entendo que apenas o período de estágio não é o suficiente para lidar com as situações adversas e a falta de conhecimento/experiência na docência. Antes de aplicar qualquer atividade e até mesmo anteriormente ao postar no moodle, mostrava para a professora se estava adequado para a turma. Ela corrigia, alterava algumas propriedades e em todos os momentos me explicava porque não seria possível daquela forma.
Em casos de alunos dispersos ou que simplesmente não querem executar as atividades apenas chamava a atenção conversava, explicava o porquê é importante que eles façam, alertava quanto ao resultado no final do ano letivo, liamos o livro da sabedoria todo o início da aula, este livro oportuniza a falarmos de muitas situações para a vida.


3-3 DA MATRIZ CURRICULAR E DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

A professora titular me mostrou a matriz curricular descrita no projeto político pedagógico da escola ao qual todos os professores deveriam trabalhar com as crianças. No entanto, as propostas eram altamente diferentes da realidade das crianças que estão naquela classe, ou até mesmo da escola como um todo. Entendo que não é porque a escola está localizada em uma periferia de Porto Alegre que os alunos são menos inteligentes. Sabe-seque a assimilação da criança e o processo de desenvolvimento está ligado a realidade que vive a criança, o entorno, com quem ela vive e o que os pais fazem para viver.
É perceptível que quase todos os estudantes daquela escola vivem em meio a vulnerabilidade social, entre eles: abandono familiar, tráfico e prostituição. Todos os estudantes que moram ali, dentro da vila têm um parente, amigo ou vizinho que estão aprisionados as drogas e proximidade entre eles é muito efetiva.
A experiência que adquiri dentro daquela escola me tornou capaz de entender que toda esta má influência do meio e degeneração das famílias, bem como o atraso desse aprendizado está ligado com estas situações descritas.
A professora tem contato direto com a supervisão orientação e direção, então mostrou a realidade dos níveis de aprendizagem dos alunos por meio de provas escritas. O que demonstra a veracidade da sua retorica acerca da falta de conhecimento das crianças.
 Ela realizava atividades de acordo com a faixa etária da turma, mas isso não estava sendo assimilado pela turma, ela percebeu isso no decorrer dos dias e quando aplicou a prova, o grupo não correspondeu bem. Então a educadora se obrigou a ensinar a contextualizar e problematizar com um nível que não condiz com a idade dos sujeitos da mesma maneira que causa disformidade ao que é registrado na matriz curricular. Essa foi uma solução adotada não só pela professora do 4º ano, mas também outros submeteram-se a esta medida.
O problema é que os alunos já estão vindo da alfabetização fracos. O que resulta neste círculo vicioso nas próximas séries. A professora titular repete muito esta mesma frase.
Também me deparei com uma professora do 3º ano com um tom comediante que diz costumeiramente para os professores das séries posteriores “Meus alunos estão craques no recorte e colagem”. Isso significa que ela não se deixava levar pelo compromisso e estresse que é proveniente a ação de ensinar e os fatos que deixam os professores intrigados ao insucesso do ensino.
A professora titular ficava enfurecida com o descaso. Ainda falava com um som de desabafo, “depois estes alunos serão meus no 4º ano”




4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio oportunizou, verdadeiramente, estar frente à sala de aula. Através dele tive a chance de me posicionar como professora em ambiente escolar, diferenciando o trabalho que faço no projeto social, literalmente. Percebi como será a minha prática, meu dia-a-dia em uma escola como educadora. Assim como cita Schotten,
“Quando analisamos a prática pedagógica de qualquer professor, vemos que, por trás de suas ações, há sempre um conjunto de ideias que as orienta. Mesmo quando eles não tem consciência dessas ideias, dessas concepções, dessas teorias, elas estão presentes”.
É no contato com o professor e alunos na escola, que o futuro mestre forma o seu perfil que norteará sua prática docente.Em sala de aula, possibilitada a reflexão, de analisar onde e como devo melhorar especialmente com a supervisão da titular. E, com a sua ajuda foi possível resolver situações que me deixaram intrigada, assim como quando planejei uma algo que seria ótimo, mas no momento colocarem prática, aquilo não funcionava.A experiência conquistada em sala de aula de um espaço formal, me tornou capaz de compreender melhor as teorias da educação. Assim, condicionando-me autonomamente para associar a teoria com a prática.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

VASCONCELLOS, celso dos s. Metodologia dialética em sala de aula. in: revista de educação aec. brasília: abril de 1992 (n. 83). antunes apud müller, 2008, p.56-57
SILVA, 2007, P.13.
PIMENTA E LIMA, 2004.
FREIRE, apudweiduschat (2007, P. 50-51).
SCHOTTEN. 2007, P. 55.
WEIDUSCHAT, 2007, p. 34.



ANÁLISE CRÍTICA DE CURRÍCULO: Um olhar sobre a prática pedagógica


UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA – EAD
















ANÁLISE CRÍTICA DE CURRÍCULO: Um olhar sobre a prática pedagógica
Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG)




















CLÁUDIA MICHELE GOTTSCHALK DE OLIVEIRA


Canoas, Novembro de 2014.
















1-Identificação do artigo:

FELÍCIO, Helena Maria dos Santos

ANÁLISE CRÍTICA DE CURRÍCULO: Um olhar sobre a prática pedagógica
Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG)


Este é um texto onde o autor faz referência sobre os estudos que vem ocorrendo com o currículo e a prática pedagógica, devido a necessidade de aprofundamento da própria prática no currículo.
Além de ser um texto muito extenso, o autor usou uma linguagem extremamente difícil.Afirma que, Currículo é uma construção social do conhecimento coletivo, e continua. O que é necessário que seja feita com organização feita e que também se devem levar em conta princípios básicos da sua construção.
Uma desses valores é de o processo de desenvolvimento do currículo ter sido cultural e, sendo assim, não neutro. A cultura deve ser privilegiada e, por isso, há a necessidade de uma criteriosa análise e reflexão, por parte dos protagonistas da história, aluno e professor, e também autoridades escolares.
O currículo, é vantajoso para analisar as contradições que existem entre as intenções e a prática educativa dos documentos, sendo que as propostas de currículo se expressam mais os almejos do que as realidades. Em relação ao currículo e pratica pedagógica, não se pode compreender o que aprende e o que acontece realmente nos contextos educacionais. Para a realidade curricular é necessário compreender os contextos e as práticas que nele interagem.
O escritor fala muito sobre a prática pedagógica dos professores, no interior da sala de aula é currículo em ação. Sendo o currículo em ação, expressão de valores e de intenções, ele não é determinado, mas construído ao longo da experiência docente do professor, podendo configurar-se como prática reprodutora ou prática inovadora.
A prática pedagógica do professor, deve ser uma rede viva de troca criação e transformação de significados para o aluno. Esta pratica também deve ser capaz de orientar, preparar, motivar e efetivar, por um lado, as trocas entre os educandos e o conhecimento científico, de modo que esses construam e reconstruam os seus significados, autonomamente.
Esse processo é uma via de mão dupla onde deve favorecer as trocas das elaborações construídas em sala de aula, a fim de que os alunos compartilhem seus conhecimentos. Currículo que pode ser construído, de forma que os professores possam contribuir com suas práticas pedagógicas do dia a dia com o grupo, que servirão de instrumentos para estabelecer as bases de uma ação mais autônoma no processo de construção de aprendizagens.
Relata também no trabalho, alguns princípios, que nos ajudam a analisar um currículo em ação e identificar nele indicativos emancipatórios, e:
Deve-se refletir quanto ao planejamento, a ação e avaliação enquanto se atua.
É necessário levar em conta a realidade e o contexto social, isso interfere na prática de uma instituição e nas escolhas que faz em termos curriculares.
O currículo deve operar em meio a questões sociais a aprendizagem se dá em um ambiente social, onde os sujeitos se relacionam e interferem na cultura cada um com o seu olhar.
É necessário que para a análise da prática haja valorização de um conjunto de elementos, sendo eles os aspectos, do contexto social, histórico e político que se vive no momento. A cultura.É importante considerar a cultura da instituição, sem perder de vista a cultura do educando que tem seu modo próprio de olhar e interferir na cultura.É preciso que se perceba as crenças e ideias que sustentam ou que servem de base ao sistema curricular. Conhecer o aluno e suas características que o identificam, facilita a ação da prática pedagógica. Quanto aos o professor é importante na sua conduta que atente para a sua formação acadêmica e como se conduz ação pedagógica com os alunos.
O autor acredita que a independência da prática docente exercida pelo profissional é importante de modo que valoriza a participação, autonomia, diálogo, valorização dos saberes, deliberação docente, gestão participativa, contribuem para a construção de um currículo com indicativos emancipatórios.
Ele também pensa que manter um ambiente favorável a liberdade de expressão dos alunos é importante para a prática pedagógica de forma que as aulas ultrapassem os aspectos acadêmicos e burocráticos. Também julga ser essencial a autonomia do aluno e a responsabilidade e comprometimento com a sua própria formação.
É necessário que a relação entre alunos e professores, não seja em um único sentido, mas que haja um diálogo, resultando assim, numa troca de ideias que favorece a construção coletiva do conhecimento.
Deve ser levado em consideração, que os professores se desafiem em experimentar novos modelos curriculares considerando que, através da ação é possível obter-se a melhoria no trabalho com os discentes.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Artigo: Os diversos saberes na Educação Infantil


Zeni Sparremberger Knevitz









Os diversos saberes na educação infantil    
                                                           



Relatório de Prática Docente I apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia- UFPel/UAB, como requisito à conclusão do Estágio Supervisionado de Educação Infantil
 
 






                                

                                Supervisor do Estágio CLPD: Lilian Lorenzato
                                  Supervisor do Estágio Escola: Sheila Blatt

                                          

São Leopoldo, dezembro de 2013.



























Equipe docente responsável:


Professores a distância: Emília Cristina Teixeira, Lilian Rodrigues Corrêa
Professores presenciais: Joelma Guimarães, Marta Rejane da Luz Fernandes
Professora Formadora: Cristiane Peres de Vasconcellos





RESUMO
O presente trabalho apresenta o relatório de estágio realizado na E.M.E.I. Antônio Leite, localizada em São Leopoldo, RS, na turma de educação infantil onde estão matriculadas 17 crianças, na faixa etária de 4 a 5 anos de idade, sendo 12 meninas e 5 meninos. A observação foi focada no intuito de verificar quão preparados estão os alunos para o penúltimo ano na educação infantil, antes de entrarem para as séries iniciais. Através das experiências vivenciadas procurei acrescentar junto às crianças, atividades lúdicas que valorizassem seu conhecimento e que despertassem neles o interesse pelo proposto, evidenciando características como autonomia, criatividade, respeito com colegas e professores. Desta maneira, pude perceber como elas encaram a construção do seu mundo dentro e fora da escola. O planejamento foi elaborado para que as crianças pudessem aprender brincando, o que torna tudo mais fácil e agradável.







Palavras-chave: educação infantil, planejamento

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO...................................................................................6
2. DESENVOLVIMENTO.............................................................................7
2.1. Etapas de ensino..................................................................................8
2.2. Processo de ensino............................................................................10
2.3. Aprendizagem dos alunos..................................................................12
2.4. Trabalho docente................................................................................14
3. CONCLUSÃO........................................................................................15
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................17




1     - APRESENTAÇÃO
O trabalho está dividido em quatro partes, usando como referência na etapa de ensino a abordagem do planejamento, a forma como a criança interage entre si e com o meio. Através do processo de ensino, foram abordados os temas específicos realizados em sala de aula. Para a aprendizagem do aluno, foi realizado um relato da importância desse acompanhamento de aprendizagem. No trabalho docente,  a importância da construção do conhecimento do aluno e do professor.



2 - DESENVOLVIMENTO
No decorrer do período do estágio, observei o quanto os alunos tiveram um bom aproveitamento das atividades realizadas. Durante o período do estágio, busquei conhecer um pouco mais a turma. Durante a etapa prática das atividades propostas, percebi que podia ter explorado mais. As crianças estão com sede de aprendizado, querem conhecer o mundo e nesse momento, nosso papel de educador é de suma importância na vida destes futuros profissionais, estamos repassando os valores, repassando conhecimento. “Conhecer o mundo é agir sobre ele e transformá-lo” (BECKER, 2007, p.17), transformando-se a si mesmo. Dizia Bachelard que, “para o espírito científico, todo conhecimento é resposta a uma pergunta” (apud BECKER, 2007, p. 19). Ao passar suas conclusões, suas experiências aos demais colegas o professor prestará a escola, ao ensino, a educação, a aprendizagem um inestimável serviço. A capacidade de decisão da educadora e do educador é absolutamente necessária ao seu trabalho formador. Uma das deficiências de uma educadora é a sua incapacidade de decidir. Sua indecisão que os educandos entendem como fraqueza moral ou incompetência profissional.
Outra qualidade fundamental que não pode faltar à educadora é que exige dela a sabedoria com que se dê a experiência de viver a tensão entre a paciência e a impaciência. A paciência sozinha pode levar a acomodação, na impaciência insulada ameaçamos o êxito da prática que se perde na arrogância de quem se julga dono da história.

2.1 - ETAPAS DE ENSINO
Durante planejamento procurei abranger todas as áreas do conhecimento, buscando atividades que envolviam as diferentes linguagens, a expressão criadora, as brincadeiras e o jogo simbólico, a música e exploração de instrumentos musicais, a modelagem entre outras. Também procuro sempre propor atividades que envolvam a família, a escola e as crianças, como o projeto "Compartilhando afetos e construindo saberes". Os dias podem ser imprevisíveis, mas se soubermos lidar com os desafios e dificuldades, podemos ter dias repletos de alegria e de grandes realizações.
A turma teria ficado encantada se tivesse feito alguma atividade com fantoches, no entanto, no momento da rodinha li com eles os livros novos da coleção do Itaú e elas adoraram, após a leitura pedi para que desenhassem o que haviam entendido e nestes desenhos percebi o quanto, a mente destas lindas crianças são férteis. Na pintura da mão, utilizando a tinta elas interpretaram o desenho de diversas maneiras, uma criança viu através do desenho de sua mão uma aranha, outra viu de fato a mão e assim fomos criando diversos formatos e algumas perceberam que a sua mão pode ter a forma do passarinho. Durante a realização do meu estágio, pude perceber como acontece a rotina na escola, pude vivenciar a prática de tudo que as professoras da minha turma vivenciam diariamente. Sendo que nesse momento eu fui à professora, eu pude colocar em prática meu plano de aula, com base no meu planejamento pude aplicar algumas atividades que as crianças até o momento não haviam presenciado e outras de uma maneira diferente das que elas já estão acostumadas. Consegui compreender o quanto o planejamento se faz necessário, as aulas planejadas nem sempre acontecem como gostaríamos que acontecesse, mas o planejamento me deu autonomia, me proporcionou segurança. Organizando a prática pude perceber que as crianças compreendem que estamos ali para passar algo novo, esperam isso do novo professor, desejam novas experiências. Observei o desenvolvimento da turma, como elas se desenvolveram com cada atividade. Cada uma a sua maneira teve uma experiência com as atividades dirigidas no decorrer do meu estágio. A rotina da turma se manteve, apenas coloquei em prática meu planejamento e isso foi muito bom. Nós podemos proporcionar na sala de aula um ambiente onde a criança possa aprender brincando. Construir um ambiente que estimule a brincadeira, em função dos resultados desejados. “Não se tem certeza que a criança vá agir com esse material como desejaríamos, mas aumentamos assim as chances de que ela o faça...” BROUGERE,1995, p. 105).
Aprendi a cada dia com o encantamento de cada uma delas no decorrer dos meus dias enquanto estagiária na turma do Infantil ll. Experiência única e sensacional.
2.2 - PROCESSO DE ENSINO
Na elaboração do plano de aula, foram consideradas a faixa etária da turma, o estilo, as preferências, os interesses e anseios das crianças. De uma forma flexível, elaborei meu planejamento, respeitando assim o momento das crianças. As situações que foram surgindo durante o dia,fui adequando dentro do possível. Na semana que choveu, tive que mudar o que faria com as crianças, pois tinha atividades no pátio ao ar livre que iniciei na sala de aula e naquele dia não deu para dar continuidade, pois, os alunos foram dispensados por conta da água que estava tomando conta das ruas e a escola estava com goteiras no refeitório. Em outro momento, a atividade que seria apenas para a minha turma no pátio, todas as crianças presentes fizeram a atividade de cantar no microfone e ficaram encantadas com a caixa de som, com o som da sua voz. Elas cantaram, dançaram e isso foi muito bom. Em outros momentos, apliquei o que havia planejado para o dia e as crianças à medida que iam acabando a tarefa, começavam a se dispersar. No dia que levei a bola, o lençol para que as crianças conseguissem manter a mesma dentro do lençol, das 17 crianças, 10 queriam fazer e gostaram de fazer. Não consegui fazer com que as demais viessem para a brincadeira. Já a brincadeira, onde levei tinta, todas queriam fazer a pintura demonstrando o medo através do desenho da sua mão. A brincadeira do arco-íris foi um sucesso, a brincadeira dos tecidos que levei para cobrir as crianças e uma delas entrava na sala para descobrir qual a criança que estava faltando foi incrível, todas queriam participar, tive que repetir a brincadeira. Quando chovia, levava livros diferentes dos habituais na escola, sentávamos no chão, em círculo e elas adoravam, enquanto lia o livro passava para elas verem as figuras, página, por página e isso estimulava a atenção delas na leitura. Levava giz para desenharem no chão da escola, no quadro dentro da sala e elas amavam. Levava balões para estourarem e jogarem no pátio nas brincadeiras livres. E ainda assim, sobrava muito tempo, após ter colocado em prática meu plano. As crianças ficavam sem ter o que fazer no sentido de uma atividade dirigida, salvo se eu fizesse naquela manhã a atividade do outro dia. Algumas vezes foi isso que aconteceu. Quando via que todas haviam acabado, elas pegavam os brinquedos da sala e brincavam. Fiquei surpresa ao ver que elas adoram os brinquedos (bonecas e carrinhos velhos, jogos de montar, tampinha de refrigerante dentro de uma garrafa pet, elas tiram e colocam as tampinhas inúmeras vezes, panelinhas). Os brinquedos da sala são sempre uma brincadeira que todas as crianças gostam. Se colocarmos um lençol como se fosse uma cabana, elas ficam ali por horas se deixarmos. Se as deixarmos no pátio brincando nos balanços, na areia, no sobe e desce, na gangorra, elas ficam ali também o tempo que as deixarmos. As crianças adoram. Nos dias que levava música, poucas crianças conheciam (Toquinho, palavra cantada, Adriana Calcanhoto, levava o DVD com essas músicas e elas no geral não gostaram muito) até minha colega trazer o CD da Anita, todas sabiam a letra, todas sabiam a coreografia. No dia que levei o microfone, as crianças da minha turma gostaram quando a outra professora trouxe as músicas da Xuxa, da Anita e outros. Enquanto as minhas músicas, que achei que fossem adorar, umas cinco crianças cantaram. Isso me deixou chateada, pois percebi que se não ofertarmos algo novo, de qualidade, elas só irão ouvir o que já ouvem em casa. Com o passar dos dias, fui percebendo que hoje faria diferente, organizaria para eles um planejamento com base num projeto e a partir daí construindo esse projeto para que eles tivessem sempre algo novo, um objetivo, algo a construir comigo diariamente. Da forma como fiz, ficou muito solto. Na minha opinião, o tempo que sobrou poderia ser usado para estimular a capacidade que eles tem para aprender algo novo. Numa manhã, 01 hora de planejamento com algo que eles nunca viram foi ótimo, a alegria ficava estampada no rostinho deles, mas e depois? Nossas crianças têm direito à brincadeira; a uma atenção especial; a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante; ao contato com a natureza;
Ofertar uma educação de qualidade é um direito da criança.
 2.3 - APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
            A aprendizagem da turma ocorreu de forma espontânea e através da interação entre o meio físico com os colegas e os objetos dispostos nos espaços disponibilizados na escola. Através da observação diária dos alunos, através das reflexões feitas semanalmente, através da fala dos alunos é possível elaborar o parecer mais próximo à realidade do aluno. Nas atividades dirigidas feitas com cada criança, vamos observando o seu crescimento e desenvolvimento no decorrer dos dias. Diariamente usamos o caderno de recados para as outras educadoras ficarem cientes do que aconteceu no turno da manhã. No caderno de reflexão da turma, coloquei como ocorreu o desempenho da turma frente às atividades proporcionadas durante o meu período de estágio e a rotina seguida na turma. Também se observa como está sendo visto o desenvolvimento afetivo, social e intelectual da criança com o meio o qual está inserida. Pude observar que as crianças se desenvolvem a cada dia. Intelectualmente, socialmente elas interagem mais. Através das brincadeiras livres e ou dirigidas percebemos como elas interagem entre si e consigo mesma.  É muito bom acompanhar esse desenvolvimento, fico muito feliz por fazer parte nesse momento desse processo dessas crianças do Infantil II B. O olhar destas crianças, elas se sentem acolhidas no ambiente escolar, algumas professoras se doam mais, outras menos. E desta forma, elas também aprendem a se socializar de diversas maneiras. Fiz alguns ajustes no meu plano de aula, no decorrer do meu estágio, pois nem sempre a atividade que iria desenvolver no dia proposto seria a mais apropriada para o dia. Com o decorrer das atividades percebi a necessidade de acrescentar alguma tarefa, repetir alguma técnica. A maioria das crianças adora fazer atividades com o manuseio da tinta. Massinha de modelar. Gostaram da atividade do microfone, onde cada uma cantou uma música. Gostaram da atividade do arco íris.
 2.4 - TRABALHO DOCENTE
Acredito que o professor enquanto educa estará sempre aprendendo. E ao aprender poderá ensinar melhor. Ao conhecer a realidade das crianças, o espaço onde elas estão inseridas fica mais fácil planejar. Com um planejamento consegui colocar em prática meu plano de aula. Com isso, também percebi o quanto precisamos estar dispostos a mudar, o aprendizado requer mudanças. Nada vale o conhecimento dentro da gaveta. Na primeira carta – Ensinar – aprender leitura do mundo – leitura da palavra, diz que o ensinante aprende primeiro a ensinar, mas aprende também ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar. Não é possível ler sem escrever e escrever sem ler. O trabalho docente, quando é compartilhado com os demais integrantes em sala de aula, a professora com a monitora. A direção com o restante da equipe, as professoras entre elas mesmas. Todos nós temos muito a ganhar, principalmente as crianças. Na sexta-feira, dia que as crianças podem levar um brinquedo de casa, levei um peixinho Beta o “Lilinho”, para mostrar a importância e a responsabilidade que temos com os nossos bichinhos de estimação. Assim como todas as pessoas, o coleguinha da sala de aula, ou das outras salas, as pessoas na rua. As crianças gostaram muito. Quando encontrei uma das mães, ela relatou o que a filha aprendeu no dia que o Lilinho foi para a sala de aula. Percebi a alegria no rosto de ambas. Isso vale a pena. Durante meu estágio percebi que as crianças precisam de professores que se dediquem mais a elas. Que aproveitem o tempo delas na escola, para que elas consigam se desenvolver de forma plena. Alguns autores dizem que crianças são seres humanos de pouca idade e a INFÂNCIA é o modo como às crianças vivem esse período da vida.  O professor precisa conhecer a realidade do aluno, para poder proporcionar um modo de viver significativamente o tempo da infância dentro da escola. Como é mencionado no texto “ A organização do espaço e do tempo”, Só se cria a partir daquilo que existe. Ao longo dos dias existem algumas atividades que são repetidas, mas isso não significa que sejam feitas do mesmo modo todos os dias. Com diz BROUGERE,1995, p. 105). É necessário favorecer atividades que propiciem experiências diversificadas e que invistam no desenvolvimento de diferentes aprendizagens. 
CONCLUSÃO

Durante o meu primeiro estágio na E.M.E.I. com as crianças entre 4 a 5 anos foi muito gratificante. Um momento inesquecível na minha vida e com certeza isso ficará para sempre guardado na minha mente e no meu coração. Experiência única com as crianças que fizeram a diferença na minha vida. Pude perceber no decorrer do meu estágio o quanto temos para aprender. Somos eternos aprendizes. As crianças nos ensinam no dia a dia, o professor deve estar sempre aberto para as novas experiências que elas nos proporcionam, cada uma a sua maneira. As situações vivenciadas no cotidiano de uma escola somente serão possíveis perceber estando ali presente. Conhecendo a realidade da escola, do aluno. Tenho muito a agradecer pela oportunidade de ter feito esse estágio com pessoas tão maravilhosas, tão acolhedoras. A professora titular e a monitora me ensinaram muito. Durante meu estágio estavam sempre me dando algumas dicas de como lidar com uma e outra criança, permaneceram em sala de aula enquanto aplicava meu plano, me falavam de como deveria ser firme e carinhosa ao mesmo tempo. Essa troca de experiência é fundamental para quem está iniciando, e essa experiência que as professoras possuem. Que ficam ao longo do ano com a turminha que pude fazer meu estágio é essencial para quem está iniciando assim como eu. Elas estão sempre se aperfeiçoando, fazem cursos, preparam a aula com um planejamento que faz com que as crianças aprendam a cada dia. As crianças trazem de sua casa e com suas experiências familiares, nós professores precisamos nos atualizar, precisamos usar a tecnologia a nosso favor, caso contrário, as aulas irão se tornar monótonas e as crianças não irão ter vontade de fazer algo diferente do que elas já sabem fazer. Toda novidade que é apresentada para elas, faz uma grande diferença. Uma experiência que elas gostaram muito, repetir com a turma. Assim como em outros momentos não gostaram tanto.  Nesse período pude perceber o quanto preciso me aperfeiçoar na docência. O quanto preciso me empenhar para tornar as aulas mais gratificantes, mais produtivas. Senti a necessidade de me reeducar enquanto ser humano. Elas permanecem na escola, durante o dia todo, cheias de vida, de disposição, querendo receber o novo, aprender e porque não reaprender o que já sabem de uma maneira diferente. Mais uma vez a vida me ensinou o quanto tenho que aprender, para poder ensinar. Através do contato que tive com todo o grupo escolar, com os pais, com os alunos, com as professoras, foi simplesmente uma experiência encantadora e muito gratificante.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BECKER, Fernando; MARQUES, Tânia B. I. (Orgs.)Ser professor é ser pesquisador. Porto Alegre: Ed. Mediação, 2007.
FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. 1 ed. São Paulo: Olho D’Água, 2009.


BROUGERE,1995, p. 105.

Zeni S. Knevitz
“Acadêmica do Curso de Pedagogia- EAD da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)”.